Bashar al-Assad falou com exclusividade ao jornal argentino El Clarin (a diáspora síria é imensa na Argentina, como também no Brasil).
Avançando contra o nevoeiro gerado pela histeria ocidental, Bashar destacou alguns pontos importantes. Há provas, sim, de que o governo sírio declarou várias vezes que concordava com conversar com a oposição; mas os muitos grupos “rebeldes”, que sequer falam uns com os outros, que não têm liderança unificada, sempre recusaram qualquer conversa. Assim sendo, não há como implementar algum cessar-fogo que, eventualmente, venha a ser “acordado” na próxima Conferência de Genebra, entre EUA e Rússia. Assad faz sentido, quando diz que “Não podemos discutir cronogramas, sem sabermos com quem discutimos”.

Cerca de 2,4 bilhões de pessoas ainda estarão vivendo sem saneamento básico em 2014, ano que antecede 2015, prazo final para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). A informação faz parte do relatório Progresso sobre Saneamento e Água Potável 2013 – Atualizado, divulgado na segunda-feira, 13 de maio, por duas agências da ONU: Organização Mundial da Saúde (OMS) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Entre os países de língua portuguesa, o documento sugere que Angola está tentando reduzir a uma taxa de 3,8% a prática de fezes a céu aberto. A diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, afirmou à Rádio ONU que o continente africano precisa de mais atenção. Ela acredita que o Brasil está fazendo um grande esforço para combater a falta de saneamento.

Um economista brasileiro relata reunião em que continente articulou ampliação das mudanças que vive – ainda que Ocidente não enxergue…
A África continua a ser apresentada como o continente da violência e da miséria. A realidade é que ambas as avaliações são corretas, mas enganadoras. Primeiro, porque francamente não é um privilégio africano, as tensões estão se avolumando por toda a parte, e a miséria acumulada em outros continentes é imensa, sem falar da nova miséria nos Estados Unidos e na Europa. Segundo, porque ao lado da pesada herança, há um movimento pujante de transformações. Há inclusive, movimento recente, estudos científicos sobre por quê o jornalismo a respeito do continente insiste sempre na visão simplificada de pobreza e desgoverno, como se o prisma impossibilitasse uma compreensão das mudanças.

O Peru adiou o leilão de 27 blocos para a exploração de petróleo na Amazônia visando conduzir consultas, obrigatórias por lei, com povos indígenas da região, reportou o jornal The Guardian. A Perupetro S.A., estatal do setor de petróleo e gás, anunciou que leiloará nove blocos na costa do Pacífico, mas que adiará o leilão de outros blocos na floresta amazônica no mínimo até o final do ano.

Havana, Cuba, 22/5/2013 – Quando a cubana Gabriela Blanco conta que trabalha em uma horta orgânica e se prepara para estudar na universidade, só vê caras de espanto. Ela não sabe muito bem de onde veio sua vocação para a terra, mas está certa de que é o que quer. Em Cuba, onde a agricultura se caracteriza por rendimentos insuficientes, tampouco são muitos os jovens como Blanco – de porte pequeno e apenas 20 anos, que deixou dois anos da carreira de matemática para se testar no Viveiro Alamar, uma Unidade Básica de Produção Cooperativa de sucesso, em Havana.

Entre 2010 e 2011, a proporção geral de matrículas de meninas nas escolas de Níger aumentou de 29% para 63%, segundo o Ministério da Educação. Foto: Alessandro Vannucci/CC BY 2.0
Niamey, Níger, 22/5/2013 – Há uma década, menos de um terço das meninas de Níger em idade escolar frequentavam as aulas. Atualmente, embora persista uma significativa oposição cultural e religiosa, quase dois terços delas estão matriculadas em estabelecimentos de ensino. “Em 2003, tínhamos apenas 15 meninas na minha escola, de 150 estudantes. Agora temos 103 de um total de 175 alunos”, contou Ibrahim Sani, que durante 17 anos deu aula no povoado de Agadez, no norte deste país do ocidente africano.

O grupo de ciberativistas Anonymous, em nível mundial, incluindo militantes pró-islâmicos, uniram forças para realizar, nesta terça-feira, uma operação em grande escala contra os EUA, sob o nome de #OpUSA. O anúncio foi feito pelo Departamento de Segurança Interna dos EUA, que prevê uma operação com o objetivo de atacar alvos cibernéticos em sites de alto perfil, com as agências do governo norte-americano, bancos e empresas estratégicas.

Precisaria ser inumano e sem sentido de solidariedade e de compaixão não se indignar e não condenar o atentado perpetrado em Boston, com dois mortos e centenas de feridos. Mas isso não nos dispensa de sermos críticos. Houve uma teatralização mundial do atentado com objetivos ocultos que devem ser desvendados. Atentados ocorrem muitos no mundo, especialmente no Afeganistão e no Iraque, na presença das tropas norte-americanas e dos aliados. Sempre com muitos mortos e centenas de feridos. Quase ninguém dá importância ao fato, já naturalizado e banalizado. Muitos pensam: trata-se de gente terrorista ou próxima a eles, incômodos à ocupação ocidental. Que se matem. Convenhamos: são seres humanos como aqueles de Boston. Mas as medidas de avaliação são diferentes. Sabemos o porquê.
Brasília – Não é fácil ser jovem no atual mercado de trabalho, diz a Organização Internacional do Trabalho (OIT) no relatório Tendências Globais de Emprego para a Juventude, divulgado hoje (8). De acordo com a organização, a fraca recuperação da economia mundial nos últimos dois anos agravou a crise de emprego entre os trabalhadores dos 15 aos 24 anos (de 15 a 18 anos, em condição de aprendiz). Essa preocupação já havia sido mencionada pela OIT no último relatório sobre o tema, em janeiro.
Estima-se que atualmente cerca de 73 milhões de jovens estejam sem trabalho, o equivalente à taxa de desemprego de 12,6% para as pessoas nessa faixa etária.

Praga, República Checa, 8/5/2013 – Enquanto o governo da República Checa é alvo de críticas por não cumprir a promessa de um ensino inclusivo, crianças e adolescentes da comunidade cigana continuam sendo sistematicamente excluídos do sistema educacional oficial na Europa oriental. Várias decisões judiciais revelaram nos últimos tempos a gravidade do problema, mas não fizeram com que os governos tomassem medidas a respeito.
Apesar das reclamações de entidades como o Tribunal Europeu de Direitos Humanos para que as autoridades garantam aos ciganos um acesso adequado às escolas do sistema, falta uma ação séria, segundo organizações não governamentais.
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O Leitor escreve