A partir dos 40 anos, um em cada cinco adultos sofre de problema auditivo
Nas ruas é comum encontrarmos pessoas usando óculos, mas não é isso o que acontece no caso da deficiência auditiva. Apenas 40% das pessoas com perda de audição reconhecem que ouvem mal. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore, em média, seis anos para tomar uma providência. Ao sentir alguma dificuldade para ouvir, a pessoa deve consultar um especialista que irá avaliar a causa, o tipo e o grau da perda auditiva.
A partir do resultado dos testes, como o de audiometria, será indicado
o tratamento mais adequado. Muitas vezes, o uso de aparelho auditivo
resolve o problema.
Não há demérito algum em usar aparelho auditivo. Atualmente, existem
aparelhos modernos, pequenos e quase imperceptíveis, como os da marca
Oticon, comercializados na Telex, com tecnologia digital, que não
ofendem a vaidade de quem usa. "Por que não fazer uso dessa tecnologia
e ouvir melhor, sentindo-se mais confiante para conversar com os
familiares, amigos e colegas de trabalho? O aparelho contribui para
melhorar muito a auto-estima e a qualidade de vida", afirma a
fonoaudióloga Isabela Gomes, da Telex Soluções Auditivas.
Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, segundo
dados da Organização Mundial de Saúde. Neste balanço estão incluídos os
12 millhões com mais de 65 anos que sofrem algum grau de perda
auditiva. No caso dos idosos, o deficit de audição pode ocorrer por
causa de mudanças degenerativas naturais do envelhecimento, chamadas de
presbiacusia.
À medida em que você envelhece, as células ciliadas da orelha interna
começam a morrer, mas algumas pessoas perdem a audição mais cedo e mais
rápido do que outras. Muitos começam a sentir o problema quando estão
na "faixa" dos 30 a 40 anos. Pesquisas revelam que um em cada cinco
adultos com mais de 40 anos e mais da metade de todas as pessoas com
idade acima de 80 sofrem de perda auditiva. No entanto, mais da metade
da população deficiente auditiva ainda está em idade de trabalhar.
A maioria das pessoas com presbiacusia começa a perder audição quando
há um declínio na sua capacidade de ouvir sons de alta freqüência (uma
conversação contém sons de alta freqüência). Portanto, o primeiro sinal
de presbiacusia pode ser a dificuldade de ouvir o que as pessoas dizem
para você. Os sons da fala com mais alta freqüência são as consoantes,
como o S, T, K, P e F.
Quando a indicação é o uso de aparelho auditivo, alguns pacientes se
sentem punidos por isso. "Infelizmente, muitas vezes, quando a pesssoa
procura tratamento, o caso já está mais grave. A perda se dá de maneira
lenta e progressiva e com o decorrer dos anos a deficiência atinge um
estágio mais avançado", explica Isabela Gomes. Cabe aos fonoaudiólogos
indicar qual tipo e modelo de aparelho indicado para atender às
necessidades do deficiente auditivo. O aparelho será então regulado
para tornar os sons audíveis para o paciente. Isabela Gomes, no
entanto, lembra que nem sempre o ajuste certo é obtido nos primeiros
dias de uso: "Alguns passam tantos anos sem ouvir direito que estranham
quando voltam a escutar determinados sons. Por isso, é necessário um
acompanhamento por parte do fonoaudiólogo".
Ainda há grande preconceito em relação ao uso de aparelhos de audição e
falta informação sobre os avanços tecnológicos na área. "A audição é
muito importante nas nossas relações, no nosso dia-a-dia, e atualmente
os aparelhos são muito discretos. Então, por que não pensar no assunto
e fazer logo um exame? conclui a fonoaudióloga Isabela Gomes.
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