Carlos Cachoeira é um dos “cavalheiros” da Távola Redonda do capitalismo e daí? O resto? O próprio jornal O GLOBO – parte de qualquer esquema de corrupção que existir aqui e além mar – afirma que a Norberto Odebrecht deve “herdar” as obras da DELTA e isso seria um “alívio” para todo mundo.
Todo mundo quem? Como é que funciona esse trem de “herdar” obras, o que vai rolar por baixo dos panos na transação DELTA/Odebrecht? A DELTA vai entregar as obras assim sem mais nem menos? Vai ser vendida, como vem sendo dito, ou essa venda é aquela conversa de “sujou para você, finge que sai para acalmar a turba e depois a gente volta com tudo, fique tranqüilo garantimos o seu?”
Será que tem quem acredite que a Odebrecht usa esquemas diferentes dos usados por Cachoeira? Não, claro que não usa. A diferença é de padrão de qualidade na bandidagem. Só isso. Eficiência no quesito corrupção.
À falta de possibilidade e também da originalidade de um cavalo, os gregos decidiram presentear Tróia/União Européia com um bode. O mamífero em questão, desconhecido da grande maioria dos banqueiros alemães, franceses, britânicos, etc, coloca em risco os paladares apurados desses criminosos e dificilmente o rei da Espanha vai conseguir mais caçar elefantes ou búfalos, pagando por animal abatido. O rei em si é uma figura animalesca. E grotesca no papel de filhote de Franco.
O sonho de um Reich disfarçado de democracia que costuma acometer a governantes alemães se desvaneceu na derrota de Nicolas Sarkozy, o colaboracionista de Ângela Merkel e no resultado das eleições na Grécia.
"Esperança esperante" é uma expressão só possível a alguém como Jean Paul Sartre, sabendo que lhe restava pouco tempo de vida. Uma forma sábia e mineira de preparar-se para o outro lado tentando justificar esse lado e dando sentido a tudo que escreveu e falou.
Entender Fellini. Woddy Allen fez isso com precisão matemática. Juntou óleo e água. Como se fosse possível comer uma pizza napolitana em New York sem um saquinho ou muitos de catchup. Crítica feroz de Marlene Dietrich - "os americanos têm essa mania de colocar catchup em tudo. Aí não é comida, é catchup".
A despeito de ter dito isso em pleno período de fúria do senador Joe McCarty não foi expulsa e nem presa. Suas pernas eram consideradas as mais belas do mundo e isso pesou na hora do FBI optar entre o catchup e Dietrich.
A história real dos países latino-americanos, especialmente os sul-americanos é contada em regime de conta gotas, uma forma de fugir do oficialismo e do ufanismo que historicamente as elites buscam vender desde os bancos escolares.
E há uma explicação simples para isso. As elites econômicas (cidade e campo) da América do Sul não têm uma identidade nacional, mas reportam-se aos modelos europeu e norte-americano, vale dizer, cingem-se às normas do capitalismo internacional.
É comum, por exemplo, contar os feitos heróicos de brasileiros na guerra contra o Paraguai a pintar Solano Lopez como um ditador sem entranhas. A realidade só é encontrada em publicações independentes que mostram que o País entrou em guerra com o Paraguai a soldo da Inglaterra - da qual estava afastada, mas o dinheiro fala mais alto - e porque o Paraguai de Solano Lopez afetava os negócios dos britânicos.
O rei da Espanha paga por cada elefante abatido na reserva onde foi caçar. Na Suíça, por exemplo, onde existe uma reserva para caça de búfalos e é freqüentada por sua alteza, o custo de cada búfalo abatido é de cinco mil dólares.
Lyndon Baynes Johnson era o vice-presidente de John Kennedy e uma vez convidou-o para uma caçada no Texas. Johnson, que mais tarde viria a ser presidente, era texano e havia disputado as primária do partido democrata com Kennedy.
A reação de Kennedy foi simples. Consultou alguns assessores, foi aconselhado a aceitar o convite para não dificultar as relações políticas, Johnson tinha excelente trânsito no Congresso, mas Kennedy não deixou de registrar que "isso é uma estupidez".
Não é nada disso que você possa estar pensando e se estiver, está pensando de forma maldosa e sendo politicamente incorreto, pois a onda é tomar shake para manter a forma e ser "maldosamente" cobiçado/a. E lógico, para não destoar, um pouco de silicone fatal aqui, outro tanto ali e pronto, tudo resolvido.
É simples. Um grupo de deputados estaduais mineiros apresentou um projeto de lei que "cuida da língua" - nada a ver com a definição de algum sábio do ano três mil, segundo o qual "língua é o órgão sexual usado pelos antigos -. Paulo Francis chamava de blow job.
Segundo os notáveis deputados, dentre eles Bruno Siqueira, paladino da modernidade em sua cidade, Juiz de Fora, pré-candidato a prefeito, determinadas expressões não se coadunam com o espírito que deve formar os jovens nas escolas públicas.
Eleições não têm levado o País a mudanças estruturais necessárias à construção de um processo popular de construção democrática. Os partidos políticos tradicionais, numa república federativa como a nossa, mantêm intactos seus esquemas de poder e cada vez mais procuram ampliá-lo, num jogo em que oposição e situação se misturam naquilo que chamam de bem comum. Na verdade o bem comum dos interesses que representam.
Nos períodos que antecedem as eleições rivais que se insultam e se acusam durante as campanhas eleitorais, se abraçam, se confraternizam e com isso o País vai vivendo um clima de faz de conta, sem perceber o abismo que se aproxima.
A tradição de malhar o Judas foi sendo eliminada a partir da ditadura militar. O golpe de 1964 reprimia duramente quem se atrevesse a malhar qualquer figura do regime. Disso se aproveitaram governadores biônicos, prefeitos, enfim, o Judas tomou forma indeterminada, ou virou tema tipo o último lugar do time tal, técnicos e jogadores viraram alvo fácil à falta do direito de malhar generais. Como eu disse, dessa arbitrariedade se valeram os "soldados" todos.
Tudo bem que seja uma tradição católica, mas na prática se estendia a todos os cidadãos independente do culto que cada um professasse.
A história que o Brasil tem tradição pacifista e por esse motivo deveria participar com tropas do processo de paz na Síria implica em afirmar também que há um projeto de intervenção militar naquele país. Do contrário para que tropas de outros países num mandato das Nações Unidas?
O fracasso da OTAN na Líbia, na constituição de um governo líbio pró-ocidente, o país está mergulhado numa guerra tribal e praticamente dividido numa situação semelhante à Idade da Pedra Lascada, os altos custos da guerra contra Kadafi e o grande número de vítimas, resultam na necessidade de transferir guerras futuras para países como o nosso.
Se cair nessa armadilha o governo Dilma Roussef entra num pântano sem saída.
Dois papas foram suficientes para iniciar o processo de desconstrução de dois mil anos da Igreja Católica Apostólica Romana. João Paulo II e agora o ridículo Bento XVI. Nem os Bórgias e outros tantos complicados conseguiram tal feito. João Paulo II um mero instrumento de marketing e Bento XVI uma espécie ator fracassado que vive de algo assim como "aí que loucura", padrão Narcisa Tamborindeguy.
A diferença é o estilo solene, o que o torna mais ridículo ainda.
Fidel Castro matou a pau, ou seja, puxou aquele pininho de plástico que mantém o boneco cheio de ar. Murchou.
"O que faz um papa?". Se confrontada a pergunta de Fidel com a feita por Stalin a propósito de ameaças de excomunhão - "quantas legiões tem o papa? - o líder cubano mostrou seu tamanho histórico diante de uma futura nota de canto de página.
A corrupção no Brasil é conseqüência do sistema político e econômico. A expressão "desprivatizar o Estado" foi usada, pelo menos eu a ouvi pela primeira vez, na campanha de 1989. E da boca de Roberto Freire, hoje um dos principais aliados da privataria tucana. Foi em resposta a uma pergunta numa palestra sobre os propósitos anunciados por Collor de Mello, ambos eram candidatos a presidente, de privatizar setores essenciais da economia.
Collor chamava isso de "modernizar o Estado". Como não deu certo chamaram FHC.
Quem?
Os principais acionistas do Estado brasileiro. Banqueiros, grandes corporações nacionais e internacionais e latifúndio.
A secretária de Estado do governo Obama, Hilary Clinton, em entrevista a imprensa em seu país declarou que se o governo sírio "acha que pode vencer está enganado e vai pagar um preço muito caro por isso".
O governo de Barack Obama pensa em fazer com a Síria o mesmo que fez com a Líbia. Arrasar, devastar o país, assumir o controle do petróleo e os líbios que se danem diante do poder imperial/terrorista dos EUA.
Foi assim no Iraque - um pretexto falso, as armas químicas e biológicas que não existiam -, está sendo assim no Afeganistão - onde militarmente estão sendo derrotados, militar e politicamente - e na Líbia - hoje um país em guerra civil/tribais e ocupado.
Imagine que por esse Brasil continental num arroubo de “patriotismo”, naquele negócio de “ame-o ou deixe-o”, um pai vestido de verde e amarelo tenha ido ao cartório registrar o nome do filho e o nome dado ao funcionário era exatamente o de Emílio Garrastazu Medice, o carniceiro de plantão à época. E que tenha ficado assim Emílio Garrastazu Medice da Silva.
Jorge Rafael Videla foi um dos mais cruéis ditadores da safra latino americana de tiranos nas décadas de 60 e 70. Um funcionário público de 34 anos de idade conseguiu na justiça argentina mudar o seu nome de batismo. Jorge Rafael Videla. Segundo disse ao juiz o pai havia feito uma aposta com um irmão.
Uma fragata brasileira sob o comando de um almirante da Marinha de Guerra integra uma frota nominalmente das Nações Unidas e a serviço de interesses norte-americanos e sionistas na região do Oriente Médio a pretexto de manter a paz. Está ali para um eventual suporte a um ataque à Síria, como para patrulhar e vigiar forças navais do Irã. O vice-presidente Michel Temer foi sacramentar a submissão do Brasil aos interesses do complexo ISRAEL/EUA TERRORISMO DE ESTADO S/A.
O embaixador da Síria no Brasil, numa das palestras realizadas durante as comemorações dos 90 anos do PCB - Partido Comunista Brasileiro - denunciou a ação de forças estrangeiras em seu país, do tráfico de armas via Turquia para rebeldes sírios e a distorção do noticiário sobre o que acontece em seu país.
O que os militares dessa geração pós golpe 1964 precisam enxergar é que não há revanchismo nos trabalhos da Comissão da Verdade, nas denúncias de tortura, assassinatos e nas várias ações para que a História de um período brutal seja conhecida por todos os brasileiros.
Houve um golpe de estado em 1964, foi organizado e comandado por potência estrangeira através de dois agentes, o embaixador Lincoln Gordon e o general Vernon Walthers, contra um governo legítimo, dentro de um processo maior, a guerra-fria. A máxima de Nixon “para onde se inclinar o Brasil se inclinará a América Latina” foi dita anos depois, mas não passou de uma constatação da realidade daquela época. E tanto é assim que golpes semelhantes foram desfechados em países desta parte do mundo, alguns, com níveis de estupidez absolutos.
Qualquer um de nós acorda na cidade, na sua cidade. E depois então no seu estado e no Brasil. A cidade é a realidade imediata de cada um de nós. Estados e União são ficções jurídicas.
O modelo político brasileiro inverte essa lógica e cidades cada vez mais dependem dos estados e da União. Em todos os sentidos. O resultado disso é perverso com os trabalhadores. E essa perversidade fica mais acentuada no sistema capitalista. União e governos estaduais decidem boa parte das políticas ambientais de cada município brasileiro. A legislação sobre licitações, por exemplo, tem abrangência nacional e afasta as empresas locais de obras públicas, gerando o aparecimento de grandes monstros nos setores de coleta de lixo, transportes coletivos, obras do setor de urbanismo, isso sem que câmaras municipais (adereços desnecessários) possam interferir no processo, mesmo porque lhes cabe a tarefa de propor leis e fiscalizar o Executivo e nem isso fazem.
A primeira realidade de cada um de nós, a cada manhã e ao longo de cada dia, está sendo depredada na orgia do que chamam progresso e constitui-se apenas privilégio das elites.
As ruas entupidas de automóveis e caminhões, as pessoas caminhando como zumbis por sobre faixas de aqui pode, aqui não pode, assim deve, assim não deve e o espetáculo sombrio e cinzento de cada dia no antidepressivo de cada noite.
Para acreditar que existe vida em todo o sangue que escorre em forma de suor, às vezes até imperceptível, ou mascarado por desodorantes que garantem 24 horas de proteção.
Há cerca de dois anos um grupo de jornalistas do Rio escolheu a seleção fluminense de todos os tempos. Zizinho não entrou. Em 1957 o técnico Bela Gutman, húngaro e integrante da comissão técnica da célebre seleção de 1954, foi contratado pelo São Paulo e aceitou com a seguinte condição – “dêem-me Zizinho e serei campeão”. Foi.
Há uma surpreendente permanência de Zico em todas as seleções que são feitas Brasil afora, numa importância maior, bem maior, que a condição de craque do ex-jogador. Claro que craque, mas nunca no nível que se lhe atribuem.
Como compará-lo a Rivelino, Gérson, Didi, já nem falo de Pelé e Garrincha, ou vários outros que foram imediatamente anteriores a ele? Romário, pela forma como a imprensa trata Zico – ou como Zico trata a imprensa – não fica atrás daquele que chamam de “Galinho”.
João Saldanha custou a reconhecer seu futebol de craque, exatamente pela força da mídia empenhada em transformá-lo em novo Pelé.
A política econômica em absoluta e estrita obediência às diretrizes de instituições como o Banco Mundial, o FMI. A privatização (que disfarçam com o eufemismo concessão) de quatro grandes aeroportos do País e o anúncio que mais rodovias serão entregues à administração de empresas privadas. A plena falta de tino da presidente para questões de importância decisiva para o futuro do Brasil (basta dizer que Moreira Franco é o ministro Secretário de Assuntos Estratégicos) e um retrocesso sem tamanho na política externa com o ministro Anthony Patriot, funcionário qualificado do Departamento de Estado. A soma de tudo isso mostra um governo neoliberal e servil a uma ordem mundial que se sustenta em arsenais nucleares, já que falida em seus pilares políticos e econômicos.
Um velho e experiente domador de leões costumava dizer que esse negócio de colocar a cabeça na boca do rei da selva é complicado. Numa determinada hora o leão vai fechar a boca e a cabeça vai ser arrancada.
O incêndio numa prisão em Honduras matou perto de 400 presos. O “presidente” Pepe Lobo foi à tevê e em rede nacional disse que ia determinar a apuração dos fatos, punir os responsáveis e assistir às famílias dos mortos. A mídia domesticada – corrupta – não fala em presos políticos, mas em criminosos comuns.
No extinto estado do Espírito Santo, hoje dirigido por um fantoche do líder da principal máfia política local, um estudante foi preso por protestar contra o aumento das tarifas dos transportes coletivos urbanos e levado para um presídio de segurança máxima onde ficou por sete dias.