•  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
A+ | A- | Padrão

CANAIS

Acontecências
Basquete
Cinema
Ciência e Saúde
Colaboradores do Rebate
Colunistas do Rebate
Contribuições dos Leitores
Culinária
Cultura e Arte
Curiosidades
Currículos e Oportunidades
Dengue
Digital Photo Array
Esportes
Humor
Internacional
Lingua Franca Macaensi
Macaé e Região
Meio ambiente
Movimento Camponês
Obituário
País
Petrobrás / Petróleo
Poesia
Política
Professores on line
Voz do Povo

CADERNOS

Arte com Vida
Caderno M (música)
Caderno R Mulher

LEIA TAMBÉM

Agricultura
Apurrinhola do Frota
Astrologia
Bibliotecas do Mundo
Cadeiras nas calçadas
Crônicas de José Milbs
Direito do Consumidor
Esculturas em Sabonete
Esculturas de Comida
Escultura Humana
Especial de Aniversário
Fiapos de Memória
Guia dos Curiosos
Livros
Maçonaria e O Rebate
Mel / Saúde
Movimento Hippie
Mulheres de nossa história
O Quinto Império
Piadas
Teatro do Povo
Telefones úteis em Macaé
Utilidade Pública

LIVROS DE JOSÉ MILBS

Luar de Imbetiba
Dos ferroviários aos petroleiros
O Cotonete Azul e a Nova Democracia
Rua do Meio
Saga de Nhasinha
Ecila
Os Tavares, os Silvas, os Almeidas, os Pratas e os Mathias Nettos

LINKS

A Nova Democracia
Antônio Poeta
Azul Limão
Bernardo Élis
Cecac
Comunidade News
Cordel
Debatinho
Diário Macaense
Direitos Humanos
Estante Virtual
Greenpeace
Jornal FNP Norte Fluminense
Jornais do Mundo
Liga Operária
Listas Telefônicas
Mahatma Gandhi
Os animais importam
Resultados das Loterias
Skinfor Informática
Tortura Nunca Mais
Zap

Visitantes desde fevereiro de 2006: 2260494

Ambiente: Não morda o anzol PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 1
FracoBom 
Por Mario de Queiroz, da IPS   
28-Ago-2008
Lisboa, 26/08/2008 – É necessário realizar mudanças profundas na gestão dos oceanos para garantir que as atividades humanas sejam sustentáveis tanto para as gerações atuais quanto para as futuras, sem causar danos ao meio ambiente. Esta é a mensagem central dos 24 ativistas a bordo de um dos três navios da organização Greenpeace que esteve atracado na semana passada no porto de Lisboa, no contexto de uma ação que começou em 2005 na Grã-Bretanha e incluiu Alemanha, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, Holanda, Noruega, Nova Zelândia, Polônia e Suécia. Portugal foi o último capítulo da campanha, nesta etapa final destinada a "defender o Mediterrâneo" em uma viagem de três meses iniciada na Itália e que contemplou Espanha, França, Grécia, Líbano, Líbia e Turquia.
A ação se desenvolve a partir do "Artic Sunrice", um navio batizado em 1975 como "Polar Bjorn", um quebra-gelo norueguês construído especialmente para a caça de focas e combatido na época pelo Greenpeace que, "por ironia do destino", segundo os ativistas, acabou por comprá-lo em 1995. Esta ONG ecologista, que explica sua existência porque "este frágil planeta merece uma voz, precisa de soluções, requer mudanças e ações", dessa forma encerrou em Lisboa um longo trabalho. As coordenadas de navegação do Artic Sunrice se centraram na detecção de barcos de pesca ilegais, na elaboração de um detalhado estudo científico das profundezas marinhas e a proposta conclusiva de criar vastas áreas protegidas.

Os ativistas afirmaram à imprensa, a bordo do navio, que os governos "devem reservar 40% de nossos oceanos", ao mesmo tempo em que lançaram um apelo aos consumidores com a campanha "Escolha seu pescado, não morda o anzol". Estas reservas marinhas "podem ser definidas como regiões do oceano onde deve ser proibida a captura de qualquer recurso vivo e a exploração de recursos não vivos, como areia, cascalho e minerais", afirmou Evandro de Oliveira, responsável de informação do Greenpeace-Portugal.

O mar Mediterrâneo "está ameaçado pelo excesso de pesca, por pesca destrutiva, pela poluição e pelo crescente desenvolvimento das zonas costeiras", acrescentou o ativista, para, em seguida, propor soluções para a preservação dos recursos marinhos. Considerando o alto consumo de pescado pelos europeus comprado nos grandes espaços comerciais, o Greenpeace centrou sua campanha em denunciar a falta de uma política de compra sustentável de produtos pesqueiros nos supermercados, explicou Oliveira. "Pedimos aos supermercados que adotem uma política que leve a deixar de vender as espécies da lista vermelha do Greenpeace e que comecem a oferecer produtos pesqueiros de forma sustentável", acrescentou.

Essa lista é formada por espécies em vias de extinção, tais como merluza negra, lagostim, salmão atlântico, merlins, atuns, bacalhau do atlântico, tubarões, peixe-espada negro e do Atlântico, peixe-carta, linguado, peixe-espada e arraias. Os supermercados em vários países são cúmplices da destruição dos oceanos por não se comprometerem com a sustentabilidade dos produtos pesqueiros, afirma a engenheira agrícola espanhola Paloma Colmenarejo, responsável pela campanha referente aos oceanos. Colmanarejo afirma que "os grandes distribuidores e a indústria pesqueira podem e devem seguir políticas de compra sustentáveis e deixar de fornecer espécies desta lista vermelha".

As espécies sustentáveis são as provenientes de uma indústria pesqueira cujas práticas podem ser mantidas indefinidamente sem reduzir a capacidade das espécies de se reproduzir. Aos comerciantes "pedimos que adotem uma política para retirarem o pior (da lista vermelha), que apóiem o melhor oferecendo produtos sustentáveis e, ainda, que melhorem a informação sobre as espécies que vendem", acrescentou Colmanarejo. "Os consumidores têm o direito da garantia pelos supermercados de que todos os produtos  sejam sustentáveis, já que eles não têm acesso a toda a informação necessária", acrescentou a ativista, que criticou o "apetite insaciável" dos grandes espaços comerciais.

A campanha ganha um destaque especial em Portugal, terceiro consumidor mundial de pescado por habitante com 59,3 quilos cada um, em média, atrás da Islândia com 91 quilos e do Japão com 67,4, cifras que superam em muito a média mundial de 16 quilos. Femke Nagel, responsável pela campanha na Holanda, garante o sucesso da ação. "Quando começamos em meu país tínhamos três supermercados designados como 'laranja', uma categoria entre ótimo, que é o verde, e pior, que é o vermelho, e hoje já temos nove". A ativista, que faz parte da tripulação do Artic Sunrice, disse que os consumidores devem ter um papel importante para evitar consumir pescado da lista vermelha, "mas os supermercados têm uma grande responsabilidade".

Apesar de muitas vezes "dizerem que é impossível saber de onde vem o produto, isso não é verdade, eles tem toda a informação, que simplesmente decidem não repassá-la aos consumidores", concluiu Nagel. "A listagem é uma ferramenta fácil e eficiente tanto para consumidores quanto para a indústria e todos os setores interessados em garantir o futuro da pesca", explicou Colmenarejo em conversa com a IPS. A situação é gravíssima, "porque em uma revisão planetária comprovamos que três quartos dos oceanos estão esgotados", acrescentou.

Mas, pode-se acabar com as tradições de um povo, no caso o português, com o consumo de bacalhau, que faz parte da própria identidade nacional?, perguntou à IPS. "Não se trata disso, mas de entender que o bacalhau do Atlântico simplesmente poderá desaparecer e que os portugueses e outros povos amantes deste pescado podem comprar o bacalhau do Chile, porque essas espécies do sul do oceano Pacífico não estão em perigo". O que o Greenpeace recomenda "é comer espécies que se recuperam facilmente e não integrem a lista vermelha".

A tendência generalizada da medicina atual é recomendar um alto consumo de pescado, sem discriminar quais. A ativista considera "bom que os médicos se preocupem com a saúde das pessoas, mas nós nos preocupamos com a saúde dos oceanos". Colmenarejo também chamou a atenção para os direitos humanos, "que são sempre uma preocupação do Greenpeace", em especial quando na América Latina estes "são sistematicamente violados nas zonas de megaprojetos camaroeiros, turísticos e industriais na região do ecossistema de mangues e outros ecossistemas marinho-costeiros". A denúncia inclui as zonas de mangue de Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Peru e Venezuela.

A ativista espanhola concluiu recomendando uma leitura atenta da pagina na internet da Rede Mangue Internacional (www.redmanglar.org), onde são denunciados "assassinatos, torturas, desaparecimentos, restrições ao acesso aos recursos, deslocamentos, despojo e ameaças" contra as comunidades locais.


(Envolverde/IPS)
Comentários
Adicionar novo
É possível salvar
Toni Marins (IP -189.122.11.xxx) 01/09/2008 - 10:48:02

Vemos com incredulidade o assalto aos oceanos, em particular, no Brasil, onde a
violação das leis que regulam a pesca é uma constante. Afinal, o que
falta?
Falta atitude ao Governo Federal, falta coragem aos que militam no
setor, falta conhecimento ao pescador que, como toda a população, só quer
enriquecer, ainda que seja à custa do sacrifício da biodiversidade. Tudo que se
retira da Natureza deve ser controlado e catalogado, o descontrole propõe uma
tragédia que alguns pensam que está "do outro lado do oceano", quer
dizer, no quintal de cada. Quer dizer, vivemos de destruir uns aos outros.
Quando faltar, morreremos todos, os de lá e os de cá. O que faz falta? A
inteligência mais elementar...
Escrever um comentário
Nome:
E-mail:
 
Título:
:D:):(:0:shock::confused:8):lol::x:P
:oops::cry::evil::twisted::roll::wink::!::?::idea::arrow:
Por favor coloque o código anti-spam que você lê na imagem.

3.26 Copyright (C) 2008 Compojoom.com / Copyright (C) 2007 Alain Georgette / Copyright (C) 2006 Frantisek Hliva. All rights reserved."

 
< Anterior   Próximo >
http://www.jornalorebate.com.br/144/ConviteArteSacracp.jpg



ÚLTIMAS NOTÍCIAS

marcha_interrompida.jpg

cadernor

http://www.jornalorebate.com/101/banner_novo.gif

BLOGS DOS COLUNISTAS

1
1
Fortaleza - CE
Baixada - RJ
1
1
Santicgo - Chile
Macaé - RJ
1
1
Macaé - RJ
Aveiro - Portugal
1
1
Guarapari - ES
Camboriú - SC
1
1
Rio de Janeiro - RJ
Salvador - BA
1
1
Macaé - RJ
Crato - CE
1
1
Palmeira dos Índios - AL
Maceió - AL
1
1
São Paulo - SP
Macaé - RJ
1
1
Guaratinguetá - SP
São Paulo - SP
1
1
Machado - MG
Maringá - PR
1
1
Sena Madureira - AC
Santo Ângelo - RS
1
1
São Paulo - SP
Salvador - BA
1
1
Belo Horizonte - MG
Frecheirinha - CE
1
1
Recife - PE
Natal - RN
1
1
Brasília - DF
Macaé - RJ
1
1
Florianópolis - SC
Búzios - RJ
1
1
Porto Alegre - RS
Campinas - SP
1
1
Goiânia - GO
Canoa Quebrada - CE
1
1
Minas Gerais
Belém - PA
1
1
Rio de Janeiro - RJ
Rondonópolis - MT
1
1
Campos - RJ
Paulista - PE
1
1
Flórida - USA
São Paulo - SP
1
1
Vitória - ES
Cascoal - RO
1
1
Porto Velho - RO
Macaé - RJ
1
1
Cruz Alta - RS
Belo Horizonte - BH
1
1
Belo Horizonte - MG
Gov. Celso Ramos - SC
1
 
 
Nova Friburgo - RJ
 

Pesquisa Google

Pesquisa personalizada

Newsletter

Assine a newletter e receba nossas atualizazões






Advertisement
02_clip_image001.jpg
telecentro.jpg