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Jornal O Rebate
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13-Nov-2008 |
A cantora sul-africana Miriam Makeba morreu nesta segunda-feira aos 76 anos na localidade de Castel Volturno no sul da Itália devido a uma parada cardíaca que ocorreu após um concerto contra o racismo e máfia em que participava a conhecida como a voz da África.
Makeba, que cantou durante mais de meia hora no concerto organizado pelo escritor italiano Roberto Saviano, ameaçado de morte pela Camorra, se sentiu mal ao fim do espetáculo e teve que ser levada para a clínica Pineta Grande, onde sofreu nesta madrugada uma crise cardíaca.
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José Milbs
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13-Nov-2008 |
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A notícia da morte de Wilson valança poe fim a uma vida de lutas e de
grandes gestos para com o semelhante. Trabalhei ao seu lado no antigo
INAMPS que virou SUS. Tinha uma maneira diferente da minha. Enquanto
eu, me indignava com os desmandos de desvio de condutas de Médicos e de
Chefias, indo às vias de fato e denunciava no "O REBATE" estes safados,
ele, Wilson se conformava. Achava que tudo isso não iria mudar com
minhas lutas e que "fazia parte do ser humano estes desvios". Cumpria a
sua parte em seus plantões. Atendia a todos, dentro de um impecável e
belo uniforme branco que punha a mostra sua beleza de homem bom e puro.
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José Milbs
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23-Out-2008 |
FICA A SAUDADE DE UM DOS MAIS BELOS EXEMPLOS DE FÉ NA TRANSFORMAÇÃO, PELA PAZ E PELO AMOR DE NOSSA SOCIEDADE (Milbs 2008)
Foi uma segunda-feira de grande comoção e tristeza para quantos, como
eu, tive a alegre e feliz convivência do este amigo. Cèzinha faz parte
das grandes vivencias de Macaé, cidade que o viu nascer, crescer,
brincar em suas ruas e vielas e ser um dos mais eminentes e corretos
defensores do Meio ambiente.
Esta foto, tirada por Wanderley Gil, no ano de 1978, num baile de
carnaval no Tenys Club, retrata seu belo sorriso de menino que o
acompanhava sempre em seus tímidos e afetivos abraços. Ao lado do velho
amigo Phydias Barbosa, num arquivo que nos deixou o saudoso Euzébio
Luiz da Costa Mello, a gente pode guardar, nas nossas paredes
memoriais, a presença vida deste velho amigo e companheiro nas saudosas
lutas pela "transformação da sociedade nos anos de chumbo".
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José Milbs
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09-Out-2008 |
Quando um livro, uma salá, uma mesa e todos os utensílios que são
usados na educação de jovens e crianças, são colocados, na tábua fria
dos "deveres de casa" ou das subidas e descidas nas escadarias dos
educandários seculares da região de petróleo, a gente fica pensando na
perda de uma educadora. Cândida era a representação vivencial do nome
que carregou para o que os "deistas chamam de eternidade". Fez jús a
esta Candura. Que o digam seus milhares de alunos que tiveram o
privilégio de te-la como mestre, educadora, amiga e, acima de tudo,
companheira e conselheira.
Sua vida, levada aos 70 anos, foi todo dedicado a Educação Pública do
Estado do Rio de Janeiro e, em particular, ao Colégio Estadual Mathias
Netto. Nascida no municipio de Conceição de Macabú, ainda jovem e
esperançosa de um ensino público sério e decente, fez do Magistério uma
profissão de fé. Querida por toda a comunidade Docente e Discente seu
nome perpetuará o carinho que sua vida sempre soube espalhar por todos
que a cercavam em busca de aconselhamento e afeto.
Em Macaé criou seus filhos e acariciava os netos transmitindo a eles
toda a verdadeira obra de uma educadora correta e voltada para o bem.
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José Milbs
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09-Out-2008 |
Quando era criança, nos anos de 1940, numa cidadezinha ao norte do
Estado do Rio de Janeiro de nome Macaé, aprendi a ser observador das
vózes harmoniosas que saiam dos lábios de meus amtepassados. Coisas que
eram vistas nas longas conversas nas "Cadeiras nas Calçadas" estendidas
e felizes nas ruas empoeiradas da futura capital do petróleo. Era na
Rua Doutor Bueno, velha Rua do Meio onde as ondas bravias do Mar de
Imbetiba http://www.jornalorebate.com/luar_de_imbetiba/ vinham até as
nossas beiradas das soleiras. Era o encontro alegre de conchas,
estrelas do mar e restos de espinhas de peixes que a criançada
aproveitava para confeccionar barquinhos de papel.
Foi num destes encontros das Verdadeiras Histórias de minha cidade
nativa que ouvi falar de Geni. Casada com meu primo Heros Lacerda
Borges sua presença no labial das pessoas tomava de encantamento todo o
ambiente das "Cadeiras Estendidas nas Calçadas". Quem seria, pensava
eu, menino de 8 anos e já conhecido nas rodas infantis de Macaé como o
"Pinguin da Rua do Meio", esta figura que, quando citada criava uma
auréola de encanto e transformava os olhares de todos em febril momento
de prazer?
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José Milbs
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02-Out-2008 |
Viúva do Ricardo Salgado que fez histórias no soerguimento da
Cooperativa Agropecuária, onde foi por vários anos presidente, Dona
Diomar deixa uma história de longos 86 anos. Maioria deles vividos em
nossa comunidade. Com seu viver tranquilo, sempre voltado para a
criação e o orgulho de seus filhos Ricardo, Rogério e Roberto, ela não
gostava de ficar ausente do lar.
Mesmo nos "bons tempo" de uma região de petróleo sem violência, era, no aconchego de sua casa, que procurava sempre ficar.
Dona Diomar dividiu os seus últimos anos de vida se revesando com os seus filhos em longas hospedagens.
Conheci esta senhora quando dirigia o jornal "O REBATE" nos anos de
1970. Levado a sua residência a convite de Ricardo Salgado e Carlos de
Freitas Quintela para uma reportagem. Preocupada com as travessuras de
crianças, ainda teve tempo para as cortesias naturais a uma presença
estranha.
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José Milbs
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02-Out-2008 |
O sapateiro e o alfaiate da Nova Democracia
Batendo o martelo nas coxas, já calejados pelos anos, o velho Djecyr Nunes da Gama, sorri de lado.
— Sapateiro é porque bate sapato? – pergunto querendo puxar conversa só
para ouvir a sua voz gaga, mais que sonorizante de amor fraterno.
— É sim, responde fechando o sorriso –, ciente que eu já sabia a resposta.
Aí eu insisto:
— Pai, aquele pião que o senhor me deu, com a fieira de barbante
branco, quando eu rodo ele na calçada as crianças dizem que é um "pião
sapateiro", que fica pulando, igual ao Pica-Pau dos desenhos animados.
Acho que agora estou entendendo o que o senhor quer dizer. Esse toc,
toc, toc, toc do martelo, no ferro igual a um pé, virado para cima, que
o senhor bate na sua coxa, na roupa toda remendada pela vovó, é o
motivo do nome sapateiro, não é?
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José Milbs
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24-Set-2008 |
MORRE EM MACAÉ O MINEIRO DE LEOPOLDINA ANTONIO CARLOS DE ASSIS
O mês de março ainda esta começando e me deu vontade de ir à cidade.
Rever velhas ruas enfeitadas pela sofisticação e poder abraçar antigos
amigos que ainda circulam ou perambulam pelo centro frio de Macaé. As
conversas não mudam. Rever estes papos faz parte da existência de
qualquer cidade de interior. O mesmo vento ameno que vem do encontro do
Rio Macaé com as águas esverdeadas do Oceano trás até meu olfato a
sutileza da harmonia natural que o homem ainda não conseguiu destruir
nesta cidade de esquecimentos eternos...
Soube da presença de Antonio Carlos de Assis e rumo para uma visita.
Anuncio minha chegada e a sua companheira é avisada de minha chegada ao
prédio. Imagino um rápido olhar dela e o consentimento de minha ida ao
seu aposento. Falavam para mim de sua doença, de sua cadeira empurrada
por outros e até do "perigo de salvar-se" dos males que seu corpo tinha
sito vitima nos últimos meses.
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José Milbs
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24-Set-2008 |
MAX MANCEBO, FILHO DO PATRIARCA DOS MANCEBOS, PAI DO MEU AMIGO MAXTONI E TIO DA BELA LUANA MORRE EM MACAÉ
Max fazia parte das ruas empoeiradas de nossa região. Gostava de
política, herdada dos Mancebos dos Sertões bravios de minha carapebus.
Brisolista dos mais ferrenhos foi suplente de vereador e misturava suas
belas alegrias em contador das história de Macaé e sua gente como
pequeno comerciante que, na verdade usava a profissão quase como troca.
Não visava lucros e sim fazer grande amigos. Ao redor de suas falas
todos se encantavam com peripécias que vinham desde as vielas de
Carapebús, passando pelas caçadas na propiredade de Zé Paco Mancebo até
as terras virgens do velho tio e amigo Diogo Mancebo Reis. Fiel a
tradição de sua familia, berço dos valentes jovens como Celso Mancebo,
covardemente abatido por trás, a mando de policiais coruptos e medrosos
até a meiga presença de Mirian Mancebo que fe e faz histórias na
publica de Macaé.
Max Mancebo foi um autêntico Carapebuense/Macaense. tinha orgulho de
seu filho e meu amigo Maxtone e se encantava com a simplicidade de
Luana Patrocinio, menina inteligente que presta seus serviços no Cetep,
aos 16 anos, ao Projeto nova Vida. A tristeza de Luana era a tristeza
que brotava em todos, como o autor, que soube de sua morte.
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José Milbs
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24-Set-2008 |
No final dos anos 40, quando o Partido Comunistas ainda estava na
legalidade, um jovem foi convidado para concorrer a Prefeito de Macaé.
Sidney Aguiar aceitou a indicação e pôs seu nome para a escolha
popular. Uma vida ecológicamente correta fez com que este homem fosse
morar longe dos borburinhos da cidade. Casado com Zilda que, fiel aos
desejos do Sidney, manteve o local intocado e cheio de lindas
recordações. As Palmeiras, as belas árvores tudo fazia parte do
encantamento desta linda senhora, que aos 94 anos, ainda lúcida contava
fatos e havidos de sua exisência.
Zilda era uma grande amiga do "O REBATE". Desde os anos de 1932
mantinha uma assinatura que fazia questão de renovar por telefone e
sempre conversava comigo sobre as pessoas que lhe eram afetivas.
Recordava de Délio, Antonio, Azuil e Carolino seus irmaõs e sorria
feliz quando recordava de meu pai Djecyr Nunes da Gama que tiuha sido
colega de farda, no Forte Marechal Hermes, de Délio Benjamin a quem meu
pai chamava carinhosamente de "Délio Garrafão". Azuil e Antonio fizeram
histórias nesta cidade.Antônio foi Prefeito e Azuil modernizou e
socializou a relação dos servidores com o Executivo.
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José Milbs
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04-Set-2008 |
I
ALTINO, O "SEU TININHO". Um dos mais alegres personagens de nossas praias. Poucos conheciam o mar como o Tininho. Casado com a professora do Colégio Estadual Luiz Reid, Sonia de Oliveira, filha de Dona Julita de Oliveira. A vida de Tininho foi sempre ligada as coisas do mar. Nadador por natureza, nasceu e se criou na "Praia do Forte Marechal Hermes", mais precisamente na "Prainha da Pororoca". Amigo de muitos dos nossos atuais segmentos da história da região de Petróleo, ele deixa uma grande lacuna nos verões de nossas praias. A Imbetiba, nos bons tempos dos anos 60 e 70, recebiam suas longas e harmoniosas braçadas no caminho das ilhas nativas. Só ele, Naná, o ferroviário, Levy da Rua do Meio e Suenes Jobim dos Cajueiros faziam esta longa caminhada até as ilhas do Papagaio e do Francês.
Ultimamente Tininho freqüentava a Praia dos Cavaleiros. Sempre em companhia de sua companheira Sônia.
II
Trazido pelas mãos de Helvio Bandeira e Marlene Brasileiro, chegou em Macaé um jovem dos Subúrbios do Rio de Janeiro. WASHINGTON DE ALBUQUERQUE foi se familiarizando com a cidade e se tornou conhecido. Abriram, ele e Helvio um mercadinho no Bairro da Barra e, o jovem motorista de táxi das ruas cariocas foi ficando conhecido em toda a comunidade. "Dr. Washington" era seu atendimento afetivo. Chegou a ter uma grande influência no governo de Carlos Emir Mussi. Atuava sempre no judiciário junto com sua simpática esposa Hilda que o acompanhava também nas suas caminhadas pelas nossas ruas...
Assim como Hélvio e Marlene ele teve uma morte prematura. Vindo do Rio de Janeiro, no final do ano de 2007 e teve seu carro acidentado em Silva Jardim.
III
JOÃO BATISTA BITTENCOURT LOPES começou sua vida como balconista da Sapataria Rex de seu Abílio Bandeira nos anos 60. Muito esperto e sendo de visão comercial aguçada ele adquiriu várias lojas de Calçados em nossa região. Gostava de freqüentar o mundo da sociedade. Era sempre visto em viagens por várias regiões do Brasil. Suas principais lojas sempre foram as mais visitadas pelos moradores da região.
IV
RUBENS LACERDA SANTOS, bancário, grande obervador das coisas da região. Seus últimos anos ele dedicava a ajudar as pessoas através do Centro Espírita Pedro. Alegre, gostava de contar passagens pitorescas da "Velha região de Petróleo" que conhecia em detalhes desde os anos 50 quando veio para gerencia um conhecido banco. As poucas vezes que se encontrava com nosso editor Milbs brincava sobre o sobrenome de Lacerda.
Sempre recordava da prima de josé Milbs Maria Clyce de Lacerda Santos que tinha o mesmo sobrenome dele. Só que os Lacerdas nosso eram da região do Rio de Janeiro e o dele era de Minas Gerais. Foi um grande homem e um excelente amigo. Sua filha Kenia e sua esposa Zaira ficam ai para darem continuidade a sua obra humanista...
(Jose Milbs de Lacerda Gama editor de www.jornalorebate.com)
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Jornal O Rebate
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08-Ago-2008 |
A APPERJ e a ALAP comunicam o falecimento de Therezinha Gouveia na manhã de 05 de fevereiro de 2008. O velório acontecerá na capela 4, a partir das 18h e o sepultamento será amanhã dia 06 de fevereiro às 9h, no cemitério São João Batista, Botafogo/RJ.
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José Milbs
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08-Ago-2008 |
A praia de Imbetiba ainda tinha cheiro de uma maresia vindo dos
encontros com suas ondas bravias com uma areia cheia de conchas e
verdes algas. Foi neste cenário de encanto e beleza que, um jovem,
nascido nas ruas mal iluminadas de Conceição de Macabú, chegou a Região
de Petróleo. Logo se aconchegou a uma grande parcela de jovens que
habitavam a cidadezinha de Macaé. Ruas largas, gente diferente não
foram motivos para este moreno menino deixar de se incorporar.
Para quem vinha de Conceição para Macaé isto aqui parecia mesmo uma
cidade grande. Seu sorriso alegre, às vezes maliciosamente
contracenando com um olhar de desconfiança marcava sua presença nas
tardes noites de uma cidade que engatinhava num progresso que viria nos
anos 70. Manoel Nunes conquistava amigos, aumentava a alegria das
noites macaenses. "Nego" abriu um leque de novidades. Tenys Clube,
Abaeté, Fluminense, depois Ipiranga ele foi se destacando nas serestas
e bailes e vivia, já nos anos 70, rodeado de belas e elegantes
presenças femininas.
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Jose Milbs
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30-Jul-2008 |
Estava com um texto pronto para colocar no meu livro " O Pinguin da Rua
do Meio" quando recebi um email de um dos filhos do meu saudoso amigo
Aymar Coelho. Retratando toda essencia de sua bela formação de menino
simples que foi educado sob o manto sagrado que emanava do olhar de seu
bondoso pai, Aymarzinho não podia deixar de ter a fluência alegre que
herdou seu pai deixou nas ruas da Região de Petróleo.
Coelho foi um dos mais competentes goleiros de nossa região. Tinha a
perspicácia nativa que deveria nortear todos que escolhem esta
profissão. No amadorismo de nossas peladas ele chegou aos grande s
clubes sempre com brilho e dignidade esportiva.
Teve uma existência marcada pelo carinho com todos que o procuravam.
Atencioso com seus parentes foi padrinho/tio de Lucia a quem sempre
dedicou um afeto especial com palavras de aconselhamento.
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José Milbs
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30-Jul-2008 |
A praia de
Imbetiba ainda tinha cheiro de uma maresia vindo dos encontros com suas
ondas bravias com uma areia cheia de conchas e verdes algas. Foi neste
cenário de encanto e beleza que, um jovem, nascido nas ruas mal
iluminadas de Conceição de Macabú, chegou a Região de Petróleo. Logo se
aconchegou a uma grande parcela de jovens que habitavam a cidadezinha
de Macaé. Ruas largas, gente diferente não foram motivos para este
moreno menino deixar de se incorporar.
Para quem vinha de Conceição para Macaé isto aqui parecia mesmo uma
cidade grande. Seu sorriso alegre, às vezes maliciosamente
contracenando com um olhar de desconfiança marcava sua presença nas
tardes noites de uma cidade que engatinhava num progresso que viria nos
anos 70.
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José Milbs
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16-Jul-2008 |
MINHA HOMENAGEM A BARONEZA DAS ARTES
Com a aluna e fiel amiga Sonia Rocha onde os últimos anos estiveram juntas na busca da perfeição das Artes. Anatália Asp vai deixar uma lacuna de dificil preenchimento nas belas Artes...(FOTO)
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José Milbs
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16-Jul-2008 |
MENINO CRIADO NAS RUAS DE MACAÉ E QUERIDO POR TODOS É MORTO COVARDEMENTE POR PM NO RIO DE JANEIRO
Daniela Duque morou em Macaé e, como minha filha Ana Cristina, tem 38
anos. Alegre, seu filho Daniel Duque, ainda pode sentir a brisa do Mar
de Imbetiba e correr feliz nas ondas da Praia dos Cavaleiros. Assim
como meu outro filho José Paulo, 18 anos, ele tinha sonhos e belas
coisas para contar em suas voltas a casa. Menino mesmo, criado para
servir ao próximo e jamais ousou ser violento. Seu avô, Duque, meu
contemporâneo quando a Região de Petróleo ainda engatinhava no
progresso. Daniela herdou do velho Duque a beleza do olhar de menino e
transferiu para o pequeno Daniel a beleza no seu semblante de menino.
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José Milbs
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18-Jun-2008 |
ADRIANO – DIDI - AGOSTINHO. SUA VIDA E MORTE NAS RUAS EMPOEIRADAS NA REGIÃO DE PETRÓLEO...
Didi era um personagem simples das nossas ruas. Neto do ex-prefeito
Elias Agostinho, trazia no sangue a alegria de seu pai Abelardo que fez
parte de muitas histórias na cidade de Macaé, Estado do Rio de Janeiro,
nos anos 40 e 50. Abelardo morreu em Barra Mansa quando seu carro se
espatifou contra um caminhão na perigosa estrada da região sul do Rio
de Janeiro.
Das muitas vezes que conversei com Catia e Didi, seus filhos mais
velhos, extraídeles que guardavam de Abelardo belas recordações. c Uma
delas, chegava a casa, abraçava sua companheira Célia e pegava Didi e
Kátia no colo e os colocavam em cima de um guarda-roupa. Riam e ficavam
ali, sob o olhar de uma menina menor que aguardava ser "grande" para
também ser elevada ao local de seus irmãos Catia e Didi...
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Jornal O Rebate
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14-Mai-2008 |
Informamos, com pesar, o falecimento de Geysa Mara,
a dona da Mapel Recursos Humanos. Ao que sei até o momento, teve um
infarto fulminante durante a madrugada do dia 13 para o dia 14.
O Velório será amanhã, dia 15 de Maio, no Memorial, a partir das 08:00h.
Terá uma missa de corpo presente e o enterro está previsto para as 10:00h.Durante o tempo que ela abriu a Mapel e recrutou muitas pessoas. E, paralelo a este trabalho abriu seu lindo coração para fazer da cordialidade e do afeto sua presença na vida das pessoas.
Sem mais o que dizer, O REBATE envia a todos os sentimentos de toda nossa equipe.
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Jornal O Rebate
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07-Mai-2008 |
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É com imenso pesar que comunicamos o falecimento da amiga poeta e compositora MILA BARBOSA, Presidenta da ANE - Associação Niteroiense de Escritores, ocorrido no dia 06/05/2008.
O corpo está sendo velado na Capela do Cemitério do Maruí, no Barreto em Niterói, onde o enterro se dará as 16.30 horas.
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José Milbs de Lacerda Gama
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29-Fev-2008 |
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PEDRO PAULO ALMEIDA PEREIRA foi um dos principais ícones da imprensa de
Macaé e Quissamã. Filho do poeta Rubens de Almeida Pereira. Descendente
de uma das mais ilustres familias de Quissamã ele se dedicava, nos
ultimos anos, a pesquisas da historicidade das cidades de Macaé, Campos
dos Goitacazes e Quissamã. Gráfico por profissão trabalhou no "O
REBATE" nos anos 60/70 quando o jornal era impresso, letra por letra,
na inesquecível e bucólica Rua Marechal Deodoro, 150.
Pedro Paulo era um perfecionista no trato com a editoria gráfica. Sua
composição vinha sempre sem erros e era o orgulho de muitos jornalistas
ter ele como compositor de textos. Allan Birosca, que escrevia
"Desfolhando a Margarida", Armando Barbosa Barreto, que escrevia "Em
Tempo", Cláudio Upiano que editava " O DEBATINHO" e Euzébio Luiz da
Costa Mello que dirigia as "Acontecencias" sempre queriam que o nosso,
então jovem amigo Pedro Paulo Almeida Pereira, manuseasse os textos e
os transformassem em leitura semanal do velho e valente "O REBATE de 75
anos de histórias".
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Jornal O Rebate
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28-Fev-2008 |
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São Paulo - Faleceu ontem aos 53 anos, em decorrência de problemas cardiocirculatórios. Vanderlei de Castro, fundador e diretor da Agrotec, uma cooperativa para o uso dos produtos agroextrativistas e serviços ambientais do cerrado, em Goiás, e considerado um dos principais especialistas em produção sustentável deste bioma.
Mas Vanderlei era também muito conhecido na Amazônia. Nos anos 80 se tornou um dos principais colaboradores do cineasta britânico Adrian Cowell, que realizou a "Década da Destruição". Envolveu-se assim na luta dos seringueiros e das populações extrativistas, participando ativamente da organização dos primeiros encontros dos povos da florestas.
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Jose Milbs
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15-Fev-2008 |
Das saudades de nossas ruas empoeiradas
Talvez a voz se tenha calado no corpo frágil que o peso dos anos fazia
quedar-se um pouco. O olhar ainda mantinha a doçura que sempre se fazia
presente quando alguém se aproximava para uma conversa. Consuelo era
como se diz na sabedoria que brota da sabedoria popular: "possuidora do
olhar que desnuda o ser na mais linda de suas profundezas". Nasceu em
Macaé, filha do ferroviário Roberto Garrido de Souza e de Ignezita,
cresceu nas nossas ruas empoeiradas numa infância comum a todos que
sabem o significado de um social igualitário que toda criança de
interior representa na beleza de seu viver livre e alegre.
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José Milbs
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31-Jan-2008 |
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O Telefone do O REBATE toca e, do outro lado da linha, a vóz amiga do Venício de Oliveira comunica a morte de "Pedro Mulinha". Grande pescador de nossa saudosa "Pororoca", dos antigos encontros do Rio Macaé com o Mar bravio que batia, alegre e exuberante nas Pedras do Mercado de Peixes...
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José Milbs
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18-Jan-2008 |
Durval Lobo
(01/05/1910 – 25/10/2007)
O conselheiro vitalício do Clube de Engenharia Durval Coutinho Lobo nasceu no dia 1° de maio de 1910, na cidade de Campos (RJ), filho de Eduardo Ferreira Lobo e Dalila Coutinho Lobo. Engenheiro civil, geógrafo e eletricista pela Escola Politécnica, engenheiro-arquiteto pela Escola Nacional de Belas Artes e Urbanista pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil.
Professor de Urbanismo e doutor em Arquitetura, ex-prefeito de Macaé, engenheiro por concurso da antiga Prefeitura do Distrito Federal. Ex-membro do Confea durante quinze anos ininterruptos. Foi membro do Conselho Fiscal da Eletrobrás, chefe da DTE Urbanismo e diretor do Departamento de Atividades Culturais do Clube de Engenharia, além de presidente do Crea-RJ. Foi ainda professor-adjunto, livre docente e doutor em Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, entre inúmeros outros títulos e cargos.
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José Milbs
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11-Jan-2008 |
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Figuras de nosso folclore e pessoas que faziam parte de nosso cotidiano
se foram e seus nomes, "O REBATE" perpetua na internet para futuros e
sérios historiadores. Tininho, Rubens Lacerda , Washington e
Batista Lopes.
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José Milbs
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04-Jan-2008 |
A foto de 1927, do Time do Vasco de Macaé era um dos
objetivos do Cabral que rebuscava nossa história dos anos 30 ate a presente
data. Provaria a diferança entre a Elite(os espanhóis e os portugueses. Segundo
ele e Euzébio ainda existe até hoje) . foto de Arquivo de "O REBATE " 75 anos de Histórias na
Região.
BATISTA CABRAL(ao centro), LADEADO POR CLAUDIO E
CHICÃO NA ESTANCIA VISTA ALEGRE, MORRE EM PLENO VIGOR E TRABALHANDO PELO
POVO
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José Milbs
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16-Nov-2007 |
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Somente dois oradores falaram no sepultamento do Escritor Luiz Lawrie
Reid. Eu, representando os Estudantes já que era presidente da FEM,
Federação dos Estudantes de Macaé e o Professor Pierre Tavares da Silva
Ribeiro que era Diretor do Colégio Estadual "Luiz Reid". Foi um pedido
dele a sua esposa Nicla Reid e aos filhos que seu corpo fosse enterrado
na cidade onde ele nasceu e amou de uma forma muito especial.
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José Milbs de Lacerda Gama
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09-Nov-2007 |
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Nota do autor sobre os Sapateiros da região do Petróleo: Eram eles que
criavam a arte que a todos serviam. Desde o "saltinho, a famosa e
econômica plaqueta do lado que a gente gastava mais até a meia sola e
solado inteiro". Todos participavam das transformações da sociedade e
não conheço nenhum Sapateiro, em todos os países do mundo, que não
tenham tido participação em algum movimento social e de transformação
da sociedade. Honra a eles: Natalino Crespo, Djecyr Nunes da Gama,
Valdo Rocha, Orlando, Zé Bonito, Hélio Barbosa, Pelé, José Pacheco,
Mazinho do Morro de São Jorge, Fubeca, José Silva –Bonga -, Zamir e
tantos outros que fizeram a história andar mais elegante...
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José Milbs
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05-Out-2007 |
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Pouca gente sabe que temos uma dama que fez história no Teatro
Brasileiro. Era mesmo uma macaense que saindo de Macaé, brilhou nos
conhecimentos da vida teatral no Rio de Janeiro. Dona Odhila Araujo,
mãe de Cordely. Esta talvez mais conhecida por ser jovem e habitar em
nosso cotidiano. Cordely como sua mãe também fez Teatro. Eu sempre
ouvia falar em dona Odila por Tutuca e Jojó. A gente andava junto desde
os tempos de estudante e sempre Ruy me falava de suas tia, irmã de sua
mãe.
O teatro veio para esta macaense como para a maioria dos grandes em
suas várias profissões. Chegou a ela como vendedora de ingressos e
projetou-se no palco pelo talento que soube desenvolver na filha
Cordely. Ainda morando em Macaé e, quase chegando aos 100 anos, ela
mesma me contou o que falo e escrevo.
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