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Poesia
Elos avulsos PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 0
Eloisa Menezes Pereira   
13-Nov-2008
Preferindo emoções
No encontro dos tempos
Espelha saudades
Resgatando os sentimentos

Proeminente no abraço
Sinaliza o afeto
Cicatrizando a despedida
Soluça arrependida
 
CARROSSEL PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 0
Helena Jorge   
23-Out-2008
Os sentidos navegam
pelos ares
e em silêncio se entranham
em nossas peles.

Vago odor adocicado
flutua entre os corpos,
que giram abraçados.
Carrossel.

A embriaguez é de
sons e palavras.
Inquietante melodia,
selvagem afrodisíaco.

Cortinas de chuva
vestem as janelas
e observam pelo vidro
nossos corpos
se desvanecerem...


 
AO POETA !!!! PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 0
Vania Staggemeier   
23-Out-2008
O poeta é destro...
Ele canta a alma...
E me encanta...

Em versos reversos...
Ele escreve...
Amor / paixão...
Amor / solidão...

E eu o admiro...
Pelo seu coração...
Pela sua inspiração...
Pelo seu versejar...
Seja ele somente...
Amor ou ilusão...

Em versos desnudos...
Ele fala de mim...
Ele fala de ti...
Ele fala de nós...
Ele canta o amor...
E descreve a solidão...

E assim é o poeta...
Mente atrevida...
Sempre aberta...
Com papel e caneta...
Expressa suas emoções...
De uma forma tão natural...

Com carinho dedico a todos...

Poetas e poetisas deste jardim...

(Vania Staggemeier)
 
Lamento. PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 0
Kiko Pardini   
15-Out-2008
O êxtase me despertou,
Antes de conhecer o amor,
Criei-me iludido na dor,
De quem nunca se apaixonou.

Assim saudade não existe,
È como o dia que se confundisse,
Com o momento que a possuíste,
E a vida em mim prostituísse.

Na boemia quase envelhecendo,
A procura de lábios sedentos,
Cheios de doçura sem sentimentos.

Embriagado com a ternura ,
Do respeito de uma vida dura,
Do amor ainda vivo a procura.


 
Poesias da minha adolescência PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 0
Elisabete Silveira de Carvalho   
09-Out-2008

            MINEIRICE ANTIGA

E na rua vazia,
uma voz
grita no silêncio da solidão:
- Olha o leite!
            Leiteirooooooooooooooooooo!
E as janelas se abrem...
das portas os consumidores,
e o leite é distribuído.

E minutos após,
uma voz que já
    sozinha  não está
grita pausadamente:
- Olha  o pão!
    Padeirooooooooooooooooooooo!
Das janelas já abertas...
estendem mão,
e na mesa: o pão.

Olha o jornal!
Essa voz se repete
todos os dias.
É o jornaleiro,
que anda ruas e ruas
levando notícias 
à todas as pessoas mineiras.

Ainda existe uma voz que se ouve raramente:
Olha o gás! O g á s!
 
E o dia continua... pôr-do-sol....
Silêncio no tempo.
Voltou à tradição...
    de um tempo antigo.

                MESTRE

Antigamente:
    - Mestre, tenho uma dúvida.
E o mestre pomposo
vai ao seu encontro.

O tempo foi passando
e o mestre
foi se degradando
até virar professor.

Modernamente:
    - Professor,tenho uma dúvida.
E o professor desgostoso
pergunta o que é.

O tempo passa e
o professor que era mestre
virou coisa.

E hoje:
    - ô “cara”, chega cá
e o professor desconsolado
vai lá.

O professor poderia ser mestre,
poderia ser o “ cara”
mas, luta para algo ensinar
para aqueles que têm no coração
UM MESTRE.
 
"Sou o que manifesto e vivo conforme meus sentimentos." PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 0
Eloisa Menezes Pereira   
02-Out-2008

Sentimentos atados
08/06/2008
Minha casa

Incorporando desafios
Pontuam os direitos
Descartados  pelo poder
Referendam seus deveres
 
Permitindo o retorno
Retiram da cidadania
O contraponto social
Deleitando-se na participação!
 
Caminhos anestesiados
08/06/2008

Livre  das algemas
É ter  segurança
É por ir e vir do medo
 
Socializar é cidadania
Sentindo a presença  do dever
Gerando resultados
Esquecendo da desigualdade
 
Desafiando as expectativas
Conferem os direitos
Acelerando a História
Determinam à vitória!
 
ESSÊNCIA DA CONQUISTA
08/06/2008

Na magia da vida
Sonha a  beleza
Embalando nas oportunidades
A esperança acolhida
 
 
O dançar das emoções
Identifica a ausência
Encantando a natureza
Silencia a razão
 
A imaginação  reanima
Fazendo a diferença
No encontro da felicidade
Sobrevive da igualdade.
 
Mediadora do tempo

08/06/2008

No outono da vida
Sementes sinceras
Germinam a Criação
Transformando a inovação

Nas belezas das formas
Reaparecem a  produção
Modificando o coração
Transplantam  a saudade!

Resgates
08/06/2008

Devastando os sentimentos
Alterações surgem
Cultivando a liberdade
Sobrevivem da desigualdade

Nas estradas do tempo
Valores se poluem
Provocando a transformação
Descartam a escravidão

Renovação
08/06/2008

Sentimentos sombrios
Cidadãos resgatados
Degustam seus direitos
Silenciando os efeitos

Nos corredores do tempo
Olhares indefinidos
Salpicam os deveres
Na  máscara da  História!

 
CONTRASTES DO FIM PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 2
+Valdir Tavares   
25-Set-2008
Sem asas, planei nas nuvens,
Andei nas cumeadas...
E nas verdes planícieis.
Enfreitei mares revoltos,
Nadei em mares plácidos.
Encarcerado, fui livre,
Vencido, não me curvei domado.
Cultivei o amor e desprezei o ódio,
Chorei o amargor das perdas,
Vibrei com as conquistas.
Quando apagar minhas pegadas,
Os últimos átomos desmancharão nas poeiras...
Não serei mais nada.
Não haverá eternidade,
Não haverá penumbras nem sóis,
O indelével não existirá...
E o finito fechará a cortina do espetáculo que se chama VIDA.

+ Valdir Tavares, Operário/Ferroviário e Revolucionário.

 

 
Cais da Alma PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 1
Alice Dantas   
18-Set-2008
A onda anda,
Aonde anda a onda?
Beijando a areia da praia,
Viajando nos meus olhos que marejam entre minhas mãos.
Anda onda, na onda dos meus orvalhos.
A andulante espuma espalha, pelo meu corpo,
Carícias imersa, emersa da minha universalidade,
Que desfila no fosco pensar do meu mar covarde.
Assim, navego no arrebol dos meus medos.
Onda, anda na espuma dos meus segredos!
Em seu caracol rolam os meus dedos,
Na onda gigante vão-se os meus sobejos.
Solto-me dos arrecifes afoita, querendo dominar-te.
Mergulho no cais da alma, sargaços;
Boiando nas correntes dos meus retraços,
Onde meu ser descama emoções inenarráveis.
Imerge-se do âmago a forte influência dos mistérios,
Largo-me dos desenganos no oceano profundo,
Sobrevivo às águas cristalinas e o seu lado mais escuro.
O sal de águas azuis andam nas ondas do verde mar
E os meus olhos acompanham os pescadores a marulhar.
De noite volto ao mar para buscar a lua,
Tão nua ,tão sua, juntas a me embriagar.
Silêncio nos meus olhos, sou amante desse delírio,
Sinto-me pequenino diante do imenso mar.
Anda onda arrebenta meus arrecifes,
Onda,anda, onde andas onda?
Por que não vens me buscar?
Ouço a velha canção do mar,
Anda...vens chegando,sinto.
No cair da tarde no canto do olhar,
O mar volta ao homem...
Com a boca cheia de peixes.

Ecila Yleus
Publicado no Recanto das Letras em 09/08/2008
Código do texto: T1120087

Lados Estreitos

Sombras da história,
Insônia demente,
Pesadelos com gnomos,
Movimentos da terra
Despertam-me do sono.
 
Abro as janelas e a brisa não vem,
Durmo e acordo nas dobras da língua.
O rádio varre as décadas em vários ritmos,
Sons diacrônicos rompem o meu grito.

Não estou só, nessas paredes existo,
É necessário cantar entre o som dos meus gemidos
Minha alma animal mastigam pensamentos.
Somos tantos, somos quantos em um só momento.

Na espera da canção canta o galo do relógio
E os dragões ácidos queimam meu estômago.
Pedra, pau, vareta, guincho,
Portões de aço, grades e hospício.

Deixo rolar o lirismo das horas
Envolta as correntes que se soltam.
Falo em  línguas palavras mortas.
Sou calidoscópio em preto e branco.
Largo os pedaços e saiu porta a fora.

De um lado ouço um riso frouxo
Do outro lado desfaleço, choro, padeço.
Na esquina da rua amoleço,
Nas curvas de mim anoiteço,
Assim, amanheço na porta do outro.

Cortada em retalhos,
Desbotada em mil lados,
Perdida e achada nas rugas do tempo,
Abro-me, leio-me nesse vão reverso.

Acho-me em transe entre braços, mãos, olhos
E no quarto dos minutos me policio,
Sou eu mesma não o outro,
Que alarde o silêncio por entre fios.

Olhos, bocas, ouvidos,ocos, idos.
Tudo numa tela escura,
Num quadro cru, no sul da nua insensatez.
São pontos vagos, marcas de passadas...
Sinais de vôos noturnos.

Largo-me do divã afando
Casa com janelas, portas com trincos
Cabeça ornadas de rosas formosas.
No pingo do meio dia amo amo amo
E volto a dormir como um anjo.


Ecila Yleus
Publicado no Recanto das Letras em 19/08/2008
Código do texto: T1135614
 
SINTONIA PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 3
Elisabete Silveira de Carvalho   
18-Set-2008
Sintonia de cores,
    que ligeiramente intuídas
    formam
        um conjunto
        um par
        uma harmonia
Sintonia de movimentos,
    que no espaço
        se perdem
        se entrelaçam
        se unem para um todo.
    Que expressam
        uma sincronia pura.
Sintonia das mãos
        que conduzem
        que se tocam
        e se abraçam.
    Exibem a firmeza
        que o movimento exige.
Sintonia de corpos,
        que usam a mesma linguagem
        que volitam
            decifrando o segredo da brisa.
Sintonia dos pés,
    que buscam a mesma direção
        compartilhando o mesmo espaço e deslizam o chão.
Sintonia do olhar,
    contemplando a firmeza
              a delicadeza
    de um mundo secreto, profundo
        suave, mas marcante, que marcou presença.
Sintonia de almas,
    que se completam
        se envolvem numa viagem
            com destino a um universo misterioso.
Sintonia sublime,
    de sentimentos claros,por amor a mesma arte.
Palavra... Não há.
    Nem seria suficiente
        para expressar a sensação
    de compartilhar o mesmo espaço,
    de viajar em um olhar profundo,
de completar movimentos contínuos,
Enfim... A sensação sublime deste momento.

        ESPAÇO

AQUI,
       
            ( ESPAÇO BRANCO )

ESCREVO O QUE PENSO
            QUERO
                ACREDITO
                     SINTO
                    INTERESSO.

É AQUI,

            ( ESPAÇO LIVRE )

QUE EU VIVO.
 
A BUSCA PDF Imprimir E-mail
Classificação: / 3
Elisabete Silveira de Carvalho   
04-Set-2008

Uma procura...
    Sem saber o quê se quer achar....
E se achar?
    Vai se contentar?
        Ou vai se perguntar?
Vai o coração acalentar?
        Ou vai ainda mais se despertar?

Uma procura...
        Uma história...
Onde, como desvendar?
    Onde buscar?
    Porque buscar?

Quando achar?
    E se achar?
        O que fazer?

Só existe e existirá uma resposta.......VIVER

            UM MOMENTO MÁGICO CIGANO

Momento esperado
    Instante delicado
    Palavras soltas no ar
    Lágrimas pela face a rolar
O que não se sabia
    É que do dia a dia, evidências
    Fizeram-se transparências, e brotaram essências
Tão logo a música tocou
    O coração disparou
    A perna tremeu
    E a dança aconteceu.
Passos simples e preciosos
Momentos maravilhosos
Movimentos bem definidos, não contidos

Lembrança...
    Talvez, da alma de criança.
Um momento de liberdade, para florescer e surgir a verdade
Surpreendi-me
    Quando em mim vi,
        Lágrimas de emoção que gritavam do coração.
    Nem mesmo se continham no peito
    E não supunham outro jeito, de transformar
        Uma longa espera, em um MOMENTO MÁGICO CIGANO

 
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