| A felicidade é simples |
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| por Tania Montandon |
| Qui, 24 de Setembro de 2009 11:27 |
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Pela
primeira vez resolvi escolher o título do que estou a escrever antes de
o fazer. Por quê? Vários fatores me vêm à mente, entre eles o velho
clichê que escrever pra ajudar com dicas e conselhos é coisa de quem
quer chamar a atenção, ensinar a tal "auto-ajuda", a classificação do
único tipo de livro que nunca me foi de auto-ajuda de fato, ao
contrário de tantos outros considerados pessimistas, depressivos,
desaconselhados aos temperamentos mais sensíveis, os polêmicos, os
censurados, os marginalizados, os imorais, os ousados, inovadores,
"perigosos"… Outro fator seria o dos conceitos e valores para temas e
palavras abstratas que, por mais que se destrinche, nunca se chega a
consenso pela inerente condiçã o humana de ser impossível que todos
valorizem por igual tudo, pensem o mesmo, vivam uma mesma história e
conheçam as mesmas culturas.
Felicidade, você saberia definí-la? Provavelmente poderia pensar uma concepção desta palavra que satisfizesse a sua subjetividade e talvez outras ou muitas, dependendo de suas habilidades linguísticas, familiaridade com a inter-comunicação, empatia, capacidade de percepção e expressão, etc. Mas certamente não conseguiria cria um conceito aceitável para todos. Isso é complicado? Alguém com quem conversava a respeito me disse que sim. Para mim é tão simples! Assim como o que é complicado para um é simples para outro, o que é felicidade para um não pode ser infelicidade para outro? Ser presidente de uma grande naçao do Primeiro Mundo(se é que alguém ainda entende essa obsoleta expressão), ter poder de decisão sobre a vida e a morte de milhões de pessoas, ter o poder de manter o conforto de "seu" país à custa da destruição veloz , assustadora e global do meio ambiente, clima e natureza, suponho que isso seja a "felicidade"de uma pessoa. Sim, precisa ser uma pessoa aquém dos valores humanos mais nobres, talvez alguém que precisasse de mais vidas para conseguir aprender mais sobre as coisas triviais e ordinárias do cotidiano em detrimento de uma paixão descontrolada pelo extraordinário, pela tentativa de descobertas sublimes que lhe dessem aprovaçao social, sem saber que esse instinto de um pouco de insatisfação e busca constante por algo faz parte de todos os seres humanos e a aprovação alheia de muitos não garante a auto-satisfaçao e realização, provavlemente mais a afasta e esconde onde menos se procura: dentro de si. Sabe? Na verdade, alguém realmente me provou que a felicidade pode sim ser simples e atingida com muito poucos recursos. Um grande amigo ensinou-me que viver feliz é viver por inteiro no presente, sentir tudo que sem esquiva, aceitar a dor com humildade e resignação de quem sabe que não controla muita coisa mesmo. Viver feliz é alegrar-se como as crianças pequenos quando a sensação aparece e acolhê-la no momento, sem preocupações, ressentimentos, sem apego a passado e futuro. Um grande amigo ensinou-me que ser feliz é precisar de pouco, vibrar com cada oportunidade de contato com a natureza, os sorrisos, a ternura, o conforto, tolerar os momentos em que nada disso está disponível e , mais forte que tudo isso, ser feliz este grande amigo ensinou-me que está mesmo na difícil e simples habilidade de conseguir amar, compartilhar, estar presente em momentos significativos, sejam de prazer ou dor, entregar-se com ingênua confiança à devoçao de um outro ser desejando-lhe o melhor, aproveitando e valorizando sua companhia, completamente sem outro interesse que não o simples desejo do compartilhar e buscar momentos de alegria. Também sei que, assim como o que este meu grande amigo tanto me ensinou e provou tocou-me de uma maneira que não há como ter sido igual com a mais ninguém que o conheceu, o que escrevo aqui também não tocará as pessoas por igual. E, com certeza, se eu começasse dizendo que este meu grande e melhor amigo é meu cãozinho Billy, com quem convivi em média quinze horas por dia por mais de sete anos e que morreu atropelado na última quinta-feira, a leitura teria sido diferente, com "velhas opiniões formadas sobre tudo", ou que todos que perdem um cachorro passa pelo mesmo e demais clichês. No entanto, não escrevi pra ser aprovada por muitos, escrevi pra aliviar meu coraçao e mente, pra colocar pra for a pra quem quiser ler, comentar ou criticar. Escrevi por mim, para vocë, numa confissão que gostaria de alguma compreensão e na esperança de que, alguém que leia, possa dizer algo do que pensa pra compartilhar comigo, assim como, vulneravelmente, compartilho aqui minha mais profunda intimidade, na imprudência das almas sensíveis de fazer isso nos momentos de maior fragilidade, quando menos o deveriam. Mas digo que sim. A felicidade é simples, pros poucos que a sabem distinguir e captá-la, e transbordo em gratidão por tão sublime ensinamento vindo de um ser com tão poucos recursos e , misteriosamente, tanta humanidade que parece faltar em "humanos" de espécie! Obrigada, Billy! Tania Montandon site: Fragmentário de In§pirações - http://taniart.webs.com/ rede: Jornal dos Blogs - http://blogsparceiros.ning.com |





A felicidade é simples







































































Comentários
Na verdade, surpreendes-me a cada nova leitura que faço em tua obra. E não deveria surpreender-me, pois consoante teu perfil e tua personalidade, das minas de tuas inspirações sempre encontramos ouro e diamantes, e sempre de inúmeros quilates.
Quando iniciei a leitura, lembrei-me de uma prosa-poética de minha lavra, e que fala, de outro modo - e em curtas linhas - das inter-relações pessoais:
"É Simples Assim!"
http://www.lustatotenterrara.com/visualizar.php?idt=669202
Depois, quando revelastes teus motivos percebi a sutileza de teus sentimentos perfeitos. De teu "doar-se" sem desejos retribuitivos ocultos.
De fato, Tânia, fizestes-me lembrar de muitos "amiguinhos" meus que se foram nesta quarentena de minha vida. No entanto lembrei-me também de um marreco selvagem que inda hoje bate asas nas lagoas de meu quintal.
"O Marreco Selvagem"
http://www.lustatotenterrara.com/visualizar.php?idt=858595
Pensei transcrevê-los aqui, mas prolongaria este comentário já deveras longo.
Um beijo fraterno, Tânia. Extensivo a todos aqueles que te rodeiam e que te amam.
Lustato Tenterrara
Gostaria de primeiramente externar meus pêsames. Independente se a perda se deve a um humano ou deixa de ser. Vc foi muito feliz no que disse quando expressou que falta amor nos seres humanos. Falta muito mais do que isto. Falta sensibilidade, falta compaixão, falta sentimento de amor ao próximo, falta empatia (capacidade de se colocar no lugar dos outros), falta gratidão, falta humildade, falta coragem. Hoje se mede uma pessoa muito mais pelos seus bens do que por sua atitude e isso tem feito com que as pessoas percam a personalidade. As pessoas não são mais elas próprias, são o que elas deixam que o mundo façam com elas. Graças a Deus me deparo com vc. Pra me mostrar que no mundo ainda existem pessoas de bom coração que não visam somente o proprio umbigo e que leva em consideração pequenos atos. Pois eu te digo, minha cara, as pessoas que não são capazes de pequenos atos, jamais serão capazes de atos grandiosos. A cada passo que damos na vida nos deparamos com lições grandiosas, infelizmente poucos os que conseguem enchergar e aprender com isso.
A minha alegria pela vida consiste em acreditar que um dia nos encontraremos novamente, num lugar onde todos terão a certeza de que ninguém é melhor que ninguém e que todos merecem consideração, amor, sinceridade e respeito. Quem sabe nesse dia as pessoas que ainda continuam dormindo pra realidade da vida, acordem...
Gde beijo
Parabéns pela coragem de expressar seus sentimentos e aprendizado.
Bela homenagem ao Billy e quem o conheceu sabe que ele era mesmo do jeitinho que você o descreveu. Vou sentir saudade da braveza dele qdo eu chegava perto de vc, amor recíproco o de vcs.
Bjs, Dri
When I carefully consider the curious habits of dogs,
I am compelled to conclude
That man is the superior animal.
When I consider the curious habits of man,
I confess, my friend, I am puzzled.
Beijos.
Parabéns.
Alem da sua companhia e ensinamentos não deve esquecer que ele foi um grande ambientalista, na frente dele não escapava uma árvore sequer que ele não cuidasse da" irrigação".
Um abraço
Você já se adiantou bastante e feve entender perfeitamente o que estou falando. Sempre há uma pedreira para ser quebrada. Sucesso!
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