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Armando Rozario
  
Qui, 25 de Junho de 2009 12:44 Paul Craig Roberts, Counterpunch

Vários comentaristas têm manifestado crença inabalável na pureza de intenções de Mousavi, de Montazeri e da juventude ocidentalizada de Teeran. É como se o plano da CIA, de desestabilização, noticiado há dois anos, nada tivesse a ver com o desenrolar dos eventos de hoje.

Tem-se repetido que Ahmadinejad roubou votos, porque o resultado foi apresentado depressa demais, em tempo que teria sido insuficiente para que os votos fossem contados.

Mas, de fato, Mousavi foi o primeiro a declarar vitória, apenas algumas horas depois de encerrada a votação. É procedimento 'clássico' da CIA, para desacreditar resultados eleitorais que não sejam os 'desejados'. A CIA sempre apressa a declaração de vitória. Quanto mais tempo houvesse entre uma declaração 'preventiva' de vitória e a liberação das tabelas oficiais de votos apurados, mais tempo Mousavi teria para criar a impressão de que as autoridades eleitorais, responsáveis pelas eleições, estariam alterando as tabelas de apuração. O mais engraçado é que tantos finjam que não veem o truque e o golpe; menos engraçado é que sinceramente não os vejam.

Quanto à acusação de que a eleição foi roubada, feita pelo Grande Aiatolá Montazeri, ele foi o candidato inicialmente escolhido para suceder Khomeini; perdeu a disputa para o atual Líder Supremo. Para Montazeri, os protestos são ocasião perfeita para 'acertar as contas' com Khamenei. Em todos os casos seria bom negócio para Montazeri contestar as eleições, seja ele controlado pela CIA ou não – e a CIA tem longa história de sucessos no aliciamento de políticos derrotados em eleições perfeitas.

Está em curso uma luta pelo poder entre os aiatolás. Vários estão alinhados contra Ahmadinejad, porque o presidente os tem acusado de corrupção; assim, Ahmadinejad joga para a platéia de eleitores do interior do país, onde a interpretação mais 'popular' dos princípios do islamismo exige que os aiatolás vivam por padrões de equilíbrio e sobriedade, sem excessos nem de poder político nem de dinheiro.

Pessoalmente, acho que há algo de oportunismo nas denúncias feitas por Ahmadinejad; mas oportunismo é uma coisa; outra, completamente diferente, é a repetição incansável, em todos os jornais e televisões norte-americanas, de 'análises' que 'comprovam' que Ahmadinejad não passa de político conservador, reacionário e 'cúmplice' dos aiatolás.

'Analistas' e 'colunistas' e 'especialisttas' têm 'explicado as eleições iranianas a partir de suas (deles e delas) pessoais ilusões, fantasias, desejos e emoções... além de, é claro, seus (deles e delas) interesses de vários tipos.

Embora haja pesquisas confiáveis que indicavam há várias semanas que Ahmadinejad seria eleito por diferença "acachapante", é claro que isso não implica que as eleições não tenham sido fraudadas. Mas, sim, há muitos indícios, altamente confiáveis, de que a CIA trabalha, sim, há mais de dois anos para desestabilizar o governo iraniano.

Dia 23/5/2007, Brian Ross e Richard Esposito noticiaram no canal ABC News: "A CIA recebeu aprovação secreta da Casa Branca para montar uma operação "negra" para desestabilizar o governo iraniano, informaram à rede ABC News oficiais da ativa e da reserva da comunidade de inteligência."

Dia 27/5/2007, o jornal London Telegraph, citando outras fontes, noticiou: "O presidente Bush assinou hoje autorização para que a CIA construa campanha de propaganda e desinformação com vista a desestabilizar, e eventualmente destituir, o governo teocrático dos mulás."

Alguns dias antes, o Telegraph noticiara, dia 16/5/2007, que um dos neoconservadores e senhores-da-guerra do governo Bush, John Bolton, declarara ao Telegraph que um ataque militar dos EUA ao Iran "seria a última opção, caso não dessem resultado nem as sanções econômicas nem as tentativas para fomentar agitação de rua e levante da população nas cidades."

Dia 29/6/2008, Seymour Hersh escreveu, na revista New Yorker: "No final do ano passado, o Congresso aprovou pedido do presidente Bush para liberar verbas para uma grande escalada nas operações secretas de inteligência contra o Iran, conforme informam fontes militares, do serviço secreto e do Congresso. Essas operações, para as quais o presidente Bush solicitou 400 milhões de dólares, foram apresentadas em documento ("Presidential Finding") assinado por Bush e visam a desestabilizar o governo religioso do Iran."

Parece evidente que há manifestantes sinceros nos protestos de rua em Teeran. Mas há também muito evidentes sinais que são como marca registrada da CIA, já observados na Georgia e na Ucrânia. É preciso ser completamente cego para não os ver em Teeran.

Daniel McAdams anotou sinais interessantes. Por exemplo, o neoconservador Kenneth Timmerman escreveu um dia antes das eleições, que "fala-se de uma 'revolução verde' em Teeran". Como Timmerman poderia saber de uma 'revolução' que só começaria dois dias depois? A única explicação é que conhecia os planos da CIA.

E por que haveria uma "revolução verde" já preparada desde antes das eleições... sobretudo se Mousavi estivesse certo de que seria 'eleito'? Não há como fugir da evidência de que, sim, os EUA trabalharam para criar os protestos pós-eleitorais que se veem hoje em Teeran.

Timmerman chega a escrever, bem claramente, que “[a ONG] National Endowment for Democracy gastou milhões de dólares na promoção de revoluções "coloridas" (...). Parte desse dinheiro parece ter chegado às mãos dos grupos pró-Mousavi, que têm laços com organizações não-governamentais fora do Iran financiadas pela [ONG] National Endowment for Democracy." A própria ONG neoconservadora de Timmerman, Foundation for Democracy, é "organização privada, sem finalidades lucrativas, fundada em 1995 a partir de doações da ONG National Endowment for Democracy, NED, para promover a democracia e o respeito aos direitos humanos no Iran."

 

www.counterpunch.org/roberts06192009.html
Paul Craig Roberts foi secretário-assistente do Tesouro durante o governo Reagan.
É coautor de The Tyranny of Good Intentions. Recebe e-mails em Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  

 
Qui, 18 de Junho de 2009 07:07 Por Franz J. T. Lee

En la noche del jueves, 11 de Junio de 2009, el presidente Hugo Chávez Frías inauguró la primera de su serie de televisión sobre la teoría socialista, programa que intenta explicar lo qué es la revolución socialista, en contraposición a algunos episodios aislados o debates descriptivos de otros problemas y acontecimientos diarios actuales. Realmente, esta serie es muy bienvenida, y en verdad es una lástima que tuvimos que esperar toda una década para que se creara un escenario revolucionario de formación teórica tan esencial como este.

Mirar y escuchar al elocuente y conmovedor análisis teórico de los procesos transhistóricos bastante complejos, cuya interpretación es un don intelectual típico de Chávez, de verdad me hizo recordar a tantas conversaciones, debates, charlas y lecturas que he venido realizando en palabra y en obra a través de las últimas tres décadas en toda Venezuela a favor de la revolución socialista en América Latina y el mundo. Me recordó a la inmensa y ardua tarea y la dificultad que tiene la teoría revolucionaria para captar la imaginación emancipatoria y la fantasía objetiva de los trabajadores del mundo y para transformarlas en la “creación de las masas” práxica, una facultad que hasta ahora sólo se ha reservado para lo divino, para “el que está allá arriba”.

Gracias a Chávez por devolverles la teoría socialista, la praxis comunitaria, las fuerzas creativas y el fuego emancipatorio a los verdaderos creadores de la humanidad, a los verdaderos creadores de toda la riqueza y el poder que existen en la Tierra, que son, en el caso de nuestro continente, las clases trabajadoras de Venezuela, el Caribe y América del Sur.

Nuestras opiniones pueden diferir en cuanto a lo que debe ser la revolución o el socialismo en la época de la globalización. Podemos considerar a Jesucristo el primer verdadero socialista, o a Karl Marx el primer verdadero cristiano. Este es un derecho humano inalienable. La prueba de acero y las verificaciones científicas de tales teorías individuales siempre será la praxis social cambiante. A través de la última década hemos escuchado casi todos los discursos del Presidente Chávez. Podíamos seguir su sorprendente capacidad para leer, para estudiar, para aprender y para aproximarse al socialismo.

Una vez el filósofo alemán Ernst Bloch ha reconocido a Karl Marx como el estudiante más destacado de todos los tiempos. Puedo afirmar con seguridad que actualmente el Presidente Hugo Chávez Frías, es el estudiante más ferviente de la época de la globalización, de la “Humania del Sur”.

Si sólo las masas trabajadoras de Venezuela, si nada más la ‘oposición’ conspiradora y los propagadores del fascismo corporativo realmente entenderían, qué presidente tan excepcional tenemos, entonces podríamos confirmar dialécticamente que Chávez merece su pueblo, y que la gente se merece su Chávez.

Salvo en los buenos viejos tiempos de Fidel, y con excepciones como la de Evo, ¿donde en la Tierra todavía se puede escuchar un discurso presidencial como aquel de este jueves pasado?

A todo lo que ha sido objeto de ese discurso, podemos añadirle algunos elementos de reflexión. Saber qué es el socialismo es saber qué es el capitalismo; es su negación dialéctica, es el anti-capitalismo.

* Subjetivamente el socialismo es la teoría revolucionaria, es la conciencia de clase social.

* Objetivamente el socialismo son las clases sociales existentes en conflicto, también en Venezuela; es la lucha de clases concreta y permanente, es la praxis socialista.

* ‘Transjectivamente’ el socialismo es ‘transrevolucionario’, es decir, por primera vez, el socialismo es emancipador, es ‘la creación creativa de las masas’.

En escritos anteriores hemos explicado la quintaesencia del capitalismo a nivel global, de la acumulación de capital a través de 25 siglos, que han llevado a la actual debacle, a la recesión y la depresión, al colapso del sistema capitalista.

El capitalismo es:

* Explotación económica de la Naturaleza y de la Sociedad;

* Dominación política local, nacional y global, el Estado ‘clásico’ en general;

* Discriminación social, el machismo, el racismo, las relaciones amo-esclavo, el apartheid, el sionismo;

* Colonización y militarización del planeta y de su espacio exterior; genocidio, magnicidio, terrorismo;

* Alienación total, maleducación, dissocialización, desnaturalización, holocausto mental, control mental, guerra de ideas, terror mediático, la dominación de espectro completo.

En cambio, ¿Qué es el socialismo?

Es exactamente lo contrario de todos y cada uno de los rasgos que caracterizan al capitalismo. Cualquier sociedad que aún fomenta una de las plagas pandémicas mencionadas anteriormente, no es socialista. Además, cualquier persona que alimenta esos males ni es un proletario, ni es un revolucionario socialista.

Esperamos con impaciencia más lecciones ‘práxico’-teóricas del Presidente Chávez, porque no son sólo el pensamiento y la reflexión los que deben aproximarse a la realidad venezolana, sino también la realidad objetiva y la praxis activa, que deben convertirse en una fuerza física que empuja hacia la teoría socialista, hacia el socialismo y hacia la emancipación humana.

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Qua, 17 de Junho de 2009 16:35 Armando Rozario
http://resistir.info/brasil/audit_divida_22mai09.html
http://www.cadtm.org/spip.php?article4399
http://www.cadtm.org/spip.php?article4451
http://www.divida-auditoriacidade.org.br

FIGURES RELATING TO THE DEBT FOR 2009:
http://www.cadtm.org/IMG/pdf/DEF_Figures_relating_to_the_Debt_Vademecum_2009_FEB_2009.pdf

R$ 1.600.000.000.000,00 = Dívida Interna (1.6 tri)

U.S.$267,000,000,000.00 = Dívida Externa (267 bi)

TOTAL = R$ 2.134.000.000.000,00 (2.1 tri) ou U.S$ 1,000,000,000,000.00 (1 tri)
 
Qui, 21 de Maio de 2009 08:03 Por Franz J. T. Lee
Descartar descuidadamente las interrelaciones naturales y sociales, sus contradicciones intrínsecas, es decir, la existencia vital de las cosas, y por ende sólo concentrarse en las superficiales apariencias aisladas de los acontecimientos fluyentes, de personas reales, clases sociales o épocas históricas, por lo tanto, complacer únicamente la práctica sistémica capitalista y la ideología lógica formal, puede resultar muy fácilmente en la destrucción material y la osificación intelectual, en la manipulación política, el adoctrinamiento y el control mental. Todo esto sirve como caldo fértil para toda clase de ignorancia y confusión porque no sólo destruye la solidaridad y resistencia obrera, sino favorece los intereses, los beneficios y el poder de la clase dominante. Por ejemplo, muchas investigaciones serias han demostrado que más del 80% de los poderosos medios de comunicación internacionales, controlados por gigantescas corporaciones, utilizan este mismo mecanismo de la ideología orwelliana arriba mencionado para divulgar mentiras descaradas sobre las rebeliones actuales de los trabajadores, sobre la Revolución Bolivariana en Venezuela y las luchas de clase en Zimbabwe, Sri Lanka, Nepal y otros lugares.

El imperio del Sr. Murdoch y sus agencias noticiosas muy frecuentemente utilizan la técnica ideológica orwelliana del "chivo expiatorio" para poner los hechos, eventos y realidades al revés: La libertad es la esclavitud, la guerra es la paz, el fascismo es la democracia, la barbarie es el socialismo, la lucha de clases es el terrorismo, Chávez es un dictador. Los mismos carniceros bárbaros de ayer, que arrojaron bombas de fósforo en Irak, hoy por hoy están reclutando en todo el mundo todo tipo de “agentes de paz” ... "¡Ay, vosotros fariseos, vosotros generación de víboras!" (Jesucristo)

La socialmente inculcada personalidad autoritaria (Adorno), la mentalidad feudal-religiosa de carácter amo (blanco) - esclavo (negro) aún existente y los complejos de inferioridad inducidos durante muchos siglos (siendo todo esto producto de una amarga herencia colonial, especialmente en el sur), dificultan seriamente la cultivación revolucionaria de una conciencia de clase proletaria a nivel mundial, con su respectiva lógica, razón, praxis y teoría. Grupos sociales enteros caen en los hoyos ideológicos del maelstrom de la “transición”, del “post-capitalismo” e incluso del “pro-capitalismo post-moderno”. Muchos de nosotros fácilmente nos volvemos presa de todo tipo de mitos políticos, flagrantes mentiras y engaños mortales, que van desde el “Reichtagsbrand” (incendio del parlamento) en la Alemania nazi, al evento de la “Bahía de Tonkin” en el caso de Vietnam, a Pearl Harbor, al misterioso incidente electromagnético de Bell Island en 1978, al fiasco nuclear de Chernobyl en 1986 entre los Estados Unidos y Rusia, al arrullo de horror de "Bin Laden", al cuento de hadas árabe del “9/11”, a las "armas de destrucción masiva" de Saddam Hussein al "apoyo de Chávez al terrorismo internacional", hasta la pestilencia de la "gripe porcina". Para creer en todo esto tenemos que ser fieles, ser firmes e incorregibles consumidores de ideología y de "verdades absolutas" autoritarias y totalitarias, rendirle culto al Mammon y odiar a todos los comunistas.

Hace seis años, el 26 de diciembre de 2002, tras el fallido golpe de Estado y el sabotaje petrolero organizados por la "oposición" en Venezuela, apoyada económicamente por el gobierno de los Estados Unidos, en un artículo, "Conspiración de los medios de comunicación internacionales contra Venezuela", publicado en inglés por la entonces recién fundada página web Aporrea.Org, alertamos sobre el "Eclipse de la Razón" a nivel global:

"Desde décadas, incluso siglos, como revolucionarios y pueblos oprimidos de África, Asia, América del Sur, Oceanía, el Caribe, y otros lugares, estamos acostumbrados a las distorsiones, mentiras, verdades a medias, difamaciones, el racismo, la discriminación, las conspiraciones; estamos acostumbrados al control mental y físico, a la inculcación de una mentalidad amo-esclavo, de los complejos de inferioridad, a nuestra maravillosa "educación" y "socialización", a la "libertad de pensamiento", a la "libertad de expresión", a la magnífica "libertad de prensa", a la "familia" de Venevisión, Globovisión, a las fantásticas "noticias" de "El Nacional", "El Universal", la "Voz de Rusia", la "Voz de América ", UPI, Reuters, ARD, ZDF, CNN, BBC, dpa, New York Times, FAZ, Der Spiegel, BILD, etc, etc. Ahora, también podemos añadir al 'Toronto Star'!"
(Véase: http://www.aporrea.org/actualidad/a1622.html)

Con respecto a la fabricación de "noticias" políticas, palabrería vacía o propaganda subliminal, los nazis (Hitler, Goebbels y Goering), los fascistas (Mussolini, Franco) y los estalinistas eran expertos en la falsificación de la historia, de los atributos de los procesos históricos y de los hechos de la realidad social. Es verdad que las ideas de los gobernantes se convirtieron en ideas dominantes, en ideología. Hoy en día se utilizan trucos, dispositivos e invenciones tecnológicas súper sofisticadas para engañar a las masas; con esta clase de aparatos para el control mental Goebbels se moriría de envidia ... incluso HAARP ahora está al servicio de la maquinaria propagandística global.

Un favorito de la propaganda sagaz, especialmente empleada por Globovisión y otros medios privados venezolanos, es el uso acientífico de adjetivos o características para descalificar a los oponentes. Alguien puede afirmar que "Hitler fue un dictador" y todo el mundo puede estar de acuerdo. Sin embargo, si la misma persona, viviendo en Venezuela, en la actualidad afirmaría que "Chávez es un dictador", o que "Venezuela es un Estado policíaco", entonces por nuestra seguridad nacional más vale que consulte urgentemente a un psicoterapeuta, por ejemplo, a Wilhelm Reich o a Frantz Omar Fanon. Porque las afirmaciones ideológicas tan irresponsables como esta, demuestran que muchos de nosotros ya se han convertido en víctimas de la despiadada manipulación, que no tenemos ni la menor idea sobre el capitalismo global, el imperialismo, la globalización, el socialismo y el fascismo, sobre lo que se trata la dictadura.

A pesar de las amargas lecciones fascistas del siglo 20 ... del Apartheid, del macartismo, Hitler, Mussolini, Stalin, Verwoerd, Franco, Batista, Idi Amin, Mobutu, Videla, Pinochet y Papa Doc, ¿por qué las clases obreras empobrecidas siguen haciéndoles caso a los líderes del fascismo y eligen a sus propios carniceros? ¿Por qué aquí en Venezuela al igual que en otras partes resulta tan difícil formar una vanguardia proletaria con conciencia de clase, un partido socialista?

Al comienzo de una Gran Depresión (1929) y en una guerra mundial devastadora, fascista e imperialista (1939 - 1945), nadie informó al público acerca de un "Proyecto Manhattan", la construcción de bombas atómicas y de "platillos voladores"; y aún ... especialmente en Alemania ... muchos social-demócratas, socialistas y reformistas acompañaron a decenas de millones de trabajadores que participaron alegremente como carne de cañón en aquella carnicería imperialista y perdieron la vida por nada a cambio. El público en general permaneció en la ignorancia, el hombre común sabía muy poco acerca de los extraños "pactos con el diablo”- el “Tratado Molotov - Ribbentrop", también llamado "Pacto de Hitler – Stalin” (1939), el cual al final nadie pretendía respetar.

¿Qué sabemos hoy sobre los futuros planes de las grandes potencias? ¿Cuán grande serán esta vez el sacrificio humano y los “daños colaterales”? La actual recesión y depresión de la Globalización es un Moloch que tiene un hambre voraz e insaciable por las armas, la guerra y la sangre humana.

Bueno, ya sólo las víctimas en el Medio Oriente constituyen el primer millón en una década.

La pregunta es, ¿por qué los trabajadores europeos (aparte de algunas excepciones valientes) le seguían tan fácilmente a Hitler y Mussolini? ¿Puede esto suceder de nuevo?

Los marxistas freudianos como Wilhelm Reich, Erich Fromm y Herbert Marcuse seriamente plantearon estas mismas preguntas ya hace años atrás. ¿Cómo fue posible que la clase obrera europea tan fácilmente cayó víctima a la propaganda fascista y se fue a la guerra, en defensa de la patria burguesa? ¿Por qué los marxistas fallaron en transformar la teoría revolucionaria en fuerza física socialista? ¿Será que el reformismo contrarrevolucionario de Karl Kautsky y Eduard Bernstein acabó con la lucha de clases y la dialéctica?

Cientos de autores han dado sus opiniones y respuestas a estas preguntas, que van desde los errores cometidos por los dirigentes socialistas, a los errores teóricos, hasta el cuestionamiento de la validez científica del marxismo mismo.

En 1966, como parte de mis estudios filosóficos, asistí a una clase sobre "Dialéctica Negativa" de Theodor Wiesengrund Adorno en la Universidad de Frankfurt, donde debatimos su famosa declaración: “Escribir poesía después de Auschwitz equivale a una barbaridad". Me pregunto qué habría dicho Adorno con respecto a la barbarie actual a escala mundial.

Sin embargo, fue Wilhelm Reich, que analizó justamente la esencia del problema, identificando el fascismo como la profundamente arraigada actitud emocional fundamental de todos y de cada uno de los seres humano explotados y reprimidos de nuestra civilización moderna industrializada. A partir de sus experiencias realmente práxicas como psicoanalista, médico y científico natural, Reich había observado que la estructura del carácter humano en la civilización industrializada, que en sí misma es el producto del proceso de socialización, inevitablemente reproduce la estructura social de la sociedad en forma de ideología.

Lo que sigue es especialmente importante para la Revolución Bolivariana en Venezuela y la lucha de clases a escala mundial.

Reich descubrió, que la ideología de cada formación social (o modo de producción) existente, no sólo tiene la función de reflejar de manera torcida su estructura económica en la mente de sus miembros, sino de enraizarse igualmente en su psiquis. Por lo tanto, Reich identificó la ideología como un obstáculo para el cambio radical de la sociedad, ya que de hecho constituía una fuerza física que les impidió a los oprimidos actuar en favor de la revolución. En analogía a la famosa declaración de Marx, que la teoría se convierte en una fuerza física (violencia) en el momento en que capta las masas, Reich fue a preguntar: ¿Cómo se convierte la ideología en una fuerza física, tan pronto como capta a las masas, y cuál es el efecto concreto de esto? Reich dio la respuesta en forma de su espléndido análisis de la Psicología de Masas del Fascismo: es la supresión sistemática de la energía humana erótica generadora y conservadora de la vida (a la que llamó “Orgón”) por parte de la civilización industrializada y, de hecho, a lo largo de miles de años de la tan llamada civilización humana, la que es responsable de la paralización del carácter humano. Sólo una revolución radical en todas las esferas de la vida y la civilización humana como tal, podría permitir lo que Reich llama el carácter creativo, autónomo y natural, y lo que otros como Frantz Fanon y Ché Guevara simplemente han llamado: el Hombre Nuevo.

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Qui, 14 de Maio de 2009 09:44 Thiago Ávila -
O que está acontecendo com os palestinos?

Antes de explicar a situação dos refugiados palestinos aqui no Brasil, é importante saber de você uma coisa: o que você ganhou de presente de Natal no ano passado? Uma camiseta, um celular, um livro? Talvez você nem tenha gostado do que ganhou, ainda assim, deve lembrar com alegria dos bons momentos passados ao lado da família confraternizando e agradecendo ao ano que se acabava. Para Fahrouk, Ramdam, Kammal e os outros companheiros palestinos refugiados no Brasil, o natal teve um gosto um pouco mais amargo. O ataque genocida de Israel à Faixa de Gaza, onde estão muitos de seus familiares, mostrou mais uma vez o lado podre do nazi-sionismo e a inércia e ineficácia da diplomacia ocidental. Para os refugiados ao redor do mundo, este ataque representava a certeza de que a fúria e o ódio daqueles que fazem da Faixa de Gaza hoje um novo Gueto de Varsóvia iriam destruir o pouco que ainda lhes restava de pátria, onde um dia sonhavam em retornar para viver com seus familiares.

A ONU condenou o ataque verbalmente, o governo brasileiro o qualificou como “uso desproporcional da força”, assim como muitos outros países. Tudo retórica, talvez exceto pela expulsão dos embaixadores israelenses da Bolívia e Venezuela por parte de seus presidentes. A imprensa livre e os movimentos sociais tentaram em vão romper o bloqueio da mídia corporativa, preocupada demais em fomentar o gasto do 13º salário do trabalhador brasileiro. Foram denunciados inúmeras vezes os assassinatos em massa de civis, em sua maioria crianças, e o uso de armas proibidas pela ONU, como o fósforo branco. Apesar disso, assim como acontece com a parcela do território palestino demarcado pela própria ONU, nada aconteceu.

Enquanto isso, um grupo de palestinos estava dormindo no chão, sem atendimento médico, comendo manga e comida doada pelo pessoal do mercado, enquanto clamavam pela atenção dos organismos internacionais para que alguém aliviasse sua dor e sofrimento. Casos como esse são corriqueiros no Oriente Médio, no entanto, dessa vez estamos falando de um fato que aconteceu, e acontece, aqui no Brasil. Essa pequena versão de um campo de refugiados acontece em plena capital federal, em seu bairro mais rico, o Lago Sul, que tem o IDH comparável ao de países como a Suécia e Islândia. 

O “programa” para refugiados


É assim a nossa versão tupiniquim da tragédia palestina: O governo, gentilmente (ou para mostrar serviço e ser premiado com um “assento” ao lado dos causadores dos grandes problemas do mundo) oferece nosso país para ser o lar temporário de um grupo de palestinos que estavam em um campo de refugiados na Jordânia. A ONU (a mesma que criou toda essa confusão em 1948), representada aqui pelo ACNUR, recebe dinheiro para cuidar então desses refugiados. No entanto, a ONU não acredita ter o tempo necessário para cuidar dessa situação (claro, afinal, Palestina, Sudão, Colômbia, Haiti, Timor Leste não são os países que mais contribuem com o milionário orçamento desse organismo internacional), então incumbe a Cáritas Brasileira (entidade da Igreja Católica, designada enquanto “representante da sociedade civil”) de monitorar e acompanhar o programa para os refugiados. No caso de algum problema no “programa”, o governo brasileiro diz que só repassa os recursos, a ACNUR não dá nenhuma resposta, pois é um “organismo internacional”, e a Cáritas Brasileira diz que só administra o “programa”, que quem o criou foi a ACNUR e o governo brasileiro.

Mesmo para nós brasileiros parece algo complicado, agora imagine para um estrangeiro que não fala português, não está acostumado com a nossa cultura e ainda necessita atendimento médico. Imagine então se você fosse colocado dentro de um asilo nessas condições, sem ter ninguém com quem se comunicar. O que você faria? Imagine também que os organismos que batem no peito e fazem marketing social dizendo que cuidam de vocês desviassem dinheiro, comprassem eletrodomésticos novos para você, mas lhe entregassem velhos. Como se não fosse suficiente, imagine uma comunidade árabe ausente, um governo que não quer se indispor com a ONU, além de inúmeros aproveitadores à sua volta querendo ganhar destaque e lucrar com a sua deplorável situação. Que fazer?

O ano em que os palestinos acamparam em protesto em frente ao ACNUR

Mais de um ano se passou sem que nenhum dos envolvidos pudesse resolver a situação. Inúmeras foram as vezes em que levamos os companheiros às pressas para o hospital, por conta de seus problemas de saúde, ainda mais agravados pelo desumano tratamento que lhes era dispensado pelas autoridades. Chegou uma hora em que o impasse gerou o mesmo conformismo que impregna todo o conflito israelense e palestino: a idéia de um caso sem solução.

E assim ficaria até que, para piorar a situação, o ACNUR, com a ajuda do digníssimo judiciário brasileiro (aquele mesmo que barra a reforma agrária, solta Daniel Dantas e criminaliza os movimentos sociais), consegue uma autorização para retirá-los da frente da bela mansão-sede do ACNUR com ajuda da Polícia Federal. Era uma bela manhã de sábado quando alguns dos vizinhos ricos viam sua bela vizinhança sendo “higienizada”, removendo aqueles senhores do caminho. Outros vizinhos, mas estes loucos ou desavisados, que tinham de alguma forma criado um carinho pelas pessoas que, de forma tão determinada, protestavam em frente às suas casas (apesar do ACNUR ter enviado uma carta a cada vizinho dizendo para NÃO ajudarem os palestinos), discutiam com os policiais inutilmente.

O que pensava o ACNUR? Que os palestinos, justo eles, iam desistir ao primeiro sinal de violência? Que ia adiantar jogar para longe as suas coisas, que eles se calariam e resignariam? Obviamente, não foi isso que aconteceu. Os nossos dignos e corajosos companheiros palestinos resistiram, colocaram suas coisas um pouco mais afastado da sede-mansão do ACNUR, mas ainda ficaram por lá, dessa vez na avenida principal do Lago Sul. Foi um ato de coragem maravilhoso, mas que infelizmente introduziu na história um personagem talvez ainda mais sinistro que todos os anteriores: nosso digníssimo governador do DF, ex-violador de painel eletrônico, atual chefe da polícia, José Roberto Arruda. A saída da frente da sede do ACNUR fez com que a polícia deixasse de enxergar aquilo como um ato político de protesto e encarasse como uma mera ocupação de área pública, justamente no lugar onde todo mundo sabe que não se pode ter ocupação de área pública.

O que aconteceu em seguida seria óbvio, não fosse pela proporção que atingiu. Eram mais de vinte viaturas da Polícia Militar e seus grupos táticos com rifles, talvez em maior número que para prender Daniel Dantas ou os grandes bandidos do tráfico de drogas no Rio e São Paulo. A ação militar tinha como objetivo não apenas assustar e intimidar os palestinos e seus apoiadores, mas também dar o recado para qualquer pessoa que tentasse ocupar um local no Lago Sul. Curiosamente, a operação era comandada por um oficial SUDESA, a Superintendência de Defesa do Solo e da Água (a mesma que não se manifesta para defender o solo de pessoas como Pedro Passos e as águas de gente como PaulOOctávio). Funcionários do GDF recolhiam as coisas e as atiravam em um caminhão, apreendendo as barracas, as roupas, os alimentos e todos os outros “luxos” que os palestinos tiveram nesse ano em que acamparam no chão. Teriam levado tudo, não fosse pela ajuda de alguns companheiros solidários com os palestinos que aceitaram guardar as coisas em suas próprias casas. Para os que presenciaram o fato, era inconcebível tamanha mobilização militar para retirar um grupo de idosos pacíficos de seu protesto político. Era uma versão brasileira do “uso desproporcional da força”, tão criticado por Lula e Celso Amorim, agora praticado pelo governador e seus “capangas”.

O desespero tomou conta por muitas vezes dos companheiros palestinos nesse dia. Agora encontravam-se na rua sem assistência do governo, da ACNUR ou da Cáritas, sem tratamento médico, quase sem apoio da comunidade palestina e árabe e agora sem suas barracas e o pouco de alimento que lhes restavam. Parecia demais para pessoas que tinham sofrido uma vida de privações, de acossamentos e de abusos perpetrados pelo nazi-sionismo. Para eles, era a extrema-unção definitiva da ingênua idéia e do sonho do país tropical, terra de deus, que lhes foi oferecida enquanto estavam em um triste campo de refugiados palestinos na Jordânia. 

Uma nova fase do conflito

Sem casa, sem barraca, quase sem alimentos, o grupo de palestinos, principalmente as mulheres grávidas e as crianças, saiu de lá e concentrou-se em um alojamento cedido pela comunidade árabe para a emergência, que expira essa semana. Uma viatura da polícia manteve-se no local, como se fosse uma bandeira cravada no chão dizendo: nós vencemos. Só que os policiais deram de cara com uma coisa que eles não contavam: a persistência, a dignidade e a determinação ferrenha dos palestinos Fahrouk e Ramdam. 

Sem comida, sem teto, sem cobertor, sem amigos, eles permaneceram lá, como quem fica simplesmente sentado na grama conversando com um amigo. Não carregam consigo nada grande, porque senão caracteriza uma ocupação e serão presos pelos policiais. De noite acendem um fogo para espantar o frio, mas ainda estão expostos ao sereno e às chuvas. Mais de uma semana já se passou desde o despejo, no entanto os dois palestinos resistem, em uma demonstração clara de dignidade e moral. Eles são dois, assim como são a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, resistindo pequenininhos, apesar de toda a ofensiva imperialista do vizinho. É uma singela representação do que acontece no Oriente Médio e, em ambos os casos, pode ter um final diferente dependendo da nossa intervenção.

Como ajudar?

A urgência da situação nos obriga a sermos rápidos. A saúde de todos os refugiados palestinos está em jogo, além de todos nós sabermos que eles merecem um tratamento humano. Cabe agora a nós, cidadãs e cidadãos brasileiros, ajudarmos essas pessoas que estão dando a cada dia uma nova lição de dignidade, de valentia e pureza. É importante concentrar os esforços de forma organizada e eficiente, para podermos desfazer um pouco do mal que alguns maus representantes de nosso maravilhoso país tropical fizeram a essas pessoas. Moradia, alimentação, tratamento médico, são apenas algumas das necessidades que passam esses grandes homens sem pátria, filhos de uma brava terra para a qual eles não podem voltar, longe de sua família, com nada que lhes comprove o direito a viver ali exceto um papel sem valor da ONU, que demarcou tanto o território israelense como o palestino. Cabe a nós agora formar uma rede de apoiadores e ajudar da melhor maneira possível, e sim, é possível, a esses corajosos homens de paz, de amor e de justiça, que sonham em ver um dia esse planeta onde vivemos transformado na Terra, a Pátria do Homem.

Um enorme abraço internacionalista para todos vocês,

Thiago Ávila - 9806.6981 ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. )
 
Qui, 07 de Maio de 2009 07:23 Fidel Castro Ruz
AMANHÃ é o Dia Internacional dos Trabalhadores.

Karl Marx convocou à união: “Proletários de todos os países, uni-vos!”, apesar de muitos pobres não serem proletários. Lênin, mais amplo ainda, também instou os camponeses e povos colonizados a lutarem unidos sob a direção do proletariado.

A data da celebração foi escolhida como homenagem aos mártires de Chicago, que em 1º de maio de 1886 iniciaram uma greve num país capitalista, cujos trabalhadores eram vítimas do desemprego e de outras calamidades associadas às crises econômicas, inseparáveis do sistema. Seus direitos não eram reconhecidos e os sindicatos eram vistos pela burguesia como organizações terroristas, inimigas do povo dos Estados Unidos.
 

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