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EL MUNDO PÓS-COPENHAGUE

O mundo pós-Copenhague retoma esta semana o seu ritmo em meio a uma série de promessas e compromissos internacionais em nome da redução da emissão de gases de efeito estuda. No Brasil, um dos indicadores na exploração desse tema mais aproximado dos anseios da população está no relatório Empregos Verdes no Brasil: Quantos São, Onde Estão e Como Evoluirão nos Próximos Anos, lançado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O documento, divulgado na COP 15, aponta a existência de de 2,6 milhões de empregos verdes e a transição do País para uma economia que contemplete menores emissões desses gases. As categorias com as quais a OIT trabalha para situar os novos postos de trabalho são: Produção e manejo florestal; geração e distribuição de energias renováveis; saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais; manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais; transportes coletivos alternativos ao rodoviário e aeroviário; e telecomunicações e teleatendimento.
 
O mapa do trabalho é uma das grandes exigências nessa discussão que parte do mundo sinaliza disposição em travar. Populações famintas, contingentes de pessoas desempregadas, subempregadas, um modelo econômico e de desenvolvimento cujo êxito está na exploração total dos recursos da natureza são parte de um quadro cujo poder de letalidade é enorme. Se tais questões não se tornarem parte essencial das medidas que ora são ensaiadas, a humanidade sofrerá consequências extremamente danosas a ela própria.
 
A responsabilidade brasileira nessa área é gigantesca. O País tem um papel de liderança que o força a ter maior sensibilidade e cuidado quanto à política de desenvolvimento a ser defendida interna e externamente. Detentor da região de maior biodiversidade do planeta e também cobiçada pela reserva de água doce que ostenta, o Brasil precisa consolidar a base ora criada para um desenvolvimento que contemple a cultura da sustentabilidade. Nesse sentido, uma série de problemas precisam ser enfrentados ainda na esfera da atenção básica às pessoas. O déficit na Saúde, na Educação, na Moradia, na Cultura é arma que trabalha contra a mais elementar noção de sustentabilidade e de conservação dos recursos naturais para que possa atender, sem exaurir, às necessidades das populações.
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